9 de dez de 2013

Invocação do Mal (The Conjuring)

Título no Brasil: Invocação do Mal
Título Original: The Conjuring
Ano de Lançamento: 2013
Gênero: Terror
País de Origem: EUA
Duração: 112 minutos
Direção: James Wan
Estreia no Brasil: 13/09/2013
Estúdio/Distrib.: Warner Bros. Pictures
Idade Indicativa: 14 anos

Elenco: Vera Farmiga como Lorraine Warren, Patrick Wilson como Ed Warren, Lili Taylor como Carolyn Perron, Ron Livingston como Roger Perron, Shanley Caswell como Andrea Perron, Hayley McFarland como Nancy Perron, Joey King como Christine Perron, Mackenzie Foy como Cindy Perron, Kyla Deaver como April Perron, Shannon Kook como Drew, John Brotherton como Brad, Sterling Jerins como Judy Warren, Marion Guyot como Georgiana Moran, Steve Coulter como Padre Gordan, Joseph Bishara como Bathsheba.

Sinopse

Antes de Amityville, houve Harrisville. “Invocação do Mal” narra o conto horripilante de Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson, Vera Farmiga), investigadores paranormais de renome mundial, que foram chamados para ajudar uma família aterrorizada por uma presença maligna em uma fazenda isolada. Forçados a confrontar uma poderosa entidade demoníaca, os Warrens encontram-se presos no caso mais terrível de suas vidas.

Vai Lendo!

Assim como aconteceu com Sinister (A Entidade), muitos disseram que Invocação do Mal era o filme mais assustador dos últimos 10 anos. Depois de escutar isso sobre um bando de filmes que considerei apenas "assistiveis", decidi não mais elevar minhas expectativas. E dessa vez, acertei. Não que The Conjuring seja ruim, longe disso. É um filme muito bacana! Porém não achei tudo aquilo que muitos acharam. É bom sim, muito bom, principalmente se compararmos com outras porcarias que foram lançadas nos últimos anos. Só que não é absurdamente assustador e medonho. É um bom terror, mas definitivamente não está entre os melhores do mundo.

Vamos passear com a mamãe.

O que mais deixou as pessoas com medo, acredito eu, foi o fato do filme ser baseado em "fatos reais". E é aí que o povo sempre se engana: baseado em fatos reais não significa cópia fiel de eventos que comprovadamente aconteceram. Filmes assim podem apresentar diversas modificações em relação à história original, em muitos casos chegando a ser apenas levemente inspirado. O que significa que mais da metade das coisas que vemos na telona não aconteceu de fato. Quando se trata de fantasmas, ninguém consegue comprovar. Dizem que aconteceu, que foi daquele jeito e acredita quem quiser. No entanto ninguém sabe se foi assim mesmo. É o que acontece com o caso de Harrisville: a família comprova, o casal Warren comprova e é isso. Acreditar ou não é com você. Honestamente, não acredito. Mas é inegável que a história não seja legal!

 Whaaaat?!

Os cenários são legais, o museu dos Warren ficou mil vezes melhor no filme do que na vida real (veja aqui o museu de verdade), nenhuma atuação decepciona e a trilha sonora se encaixou bem com a trama, embora acredito que se tirassem completamente a trilha sonora em certos momentos, ficaria bem mais assustador. O porém do filme é que os sustos são previsíveis e a história nem é lá tão diferente assim. Esse problema já é bem comum com o gênero terror, pois depois de tantas décadas com tantos filmes hoje é bem difícil surgir um que assuste o tempo todo e que possui uma história razoavelmente original. Apesar disso, até gostei de diversas cenas, como a do guarda roupa e quando aparece algum morto. Os espíritos foram bem utilizados, as cenas em que aparecem ficaram legais. 

A personagem mais assustadora é a Bathsheba e também souberam utiliza-lá direito, sem mostrá-la o tempo todo ou mostrá-la de menos. A boneca Annabelle ficou bem diferente da verdadeira, que é uma simples bonequinha de pano. James Wan tem uma paixão por esses bonecos... ¬¬ Para mim, se fosse igual a verdadeira ficaria ainda mais macabro e mais convincente. Qual é, quem teria uma boneca tão horrorosa quanto aquela do filme?

Claro, uma boneca dessas, todos querem. Ainda mais pra dormir agarradinho.

Alguns clichês me irritaram, como verem a menina indo para o quarto e todo mundo ficar olhando sem ir atrás, aí quando ela já está entrando no quarto todo mundo decide segui-la. Wtf? Ou deixar alguém sozinho mesmo estando na cara que a pessoa está correndo perigo. Fora o porão né? Todo porão é encapetado, fazendo com que nós brasileiros sempre nos questionamos "Para quê esses americanos tem porão em casa se SEMPRE tem algo sinistro lá?".

No mais, não deu medo. Não me fez ficar pensando nele. Não foi marcante. Como eu disse, o povo já fica com um pé atrás por causa do "baseado em fatos reais", mas calma lá minha gente, quando se trata de fenômenos paranormais, vamos sair um pouco da idade média e procurar pensar mais racionalmente. O caso de Harrisville foi comprovado pela família e pelos Warren... Devemos mesmo acreditar? 

To

Assista The Conjuring como um filme de terror e não como se fosse um reallity show ou dramatização de programa policial. Compare com outros filmes de terror que abordam temas parecidos, como O Exorcista, O Exorcismo de Emily Rose, Espíritos a Morte Está ao Seu Lado, Poltergeist e afins. Será que The Conjuring é tão maravilhoso assim? Claro, ficou legal, muito legal! Porém ficou longe de entrar na minha lista dos 10 ou 15 excelentes filmes de terror...

Nota (0-10): 7,9

TRAILERS



CURIOSIDADES

História real: Baseado nos eventos ocorridos com a família Perron na cidade de Harrisville, em Rhode Island. (confira a história aqui)

Memórias sinistras: Apesar das lembranças dolorosas, Roger Perron e suas cinco filhas foram ao local das filmagens de Invocação do Mal.

Entrando na personagem: A atriz Vera Farmiga contou com a ajuda da verdadeira medium Lorraine Warren, que auxiliou na preparação do longa-metragem.

Juntos novamente: O longa reúne o diretor James Wan e o ator Patrick Wilson, que já haviam trabalhado juntos no terror Sobrenatural. O filme anterior também trazia um casal morando em uma casa junto com espíritos do mal.

Nova parceria: O diretor de fotografia John R. Leonetti trabalhou com James Wan em Gritos Mortais e Death Sentence.

Lar doce lar: As sequências do lar de Ed e Lorraine Warren foram filmadas em uma casa de verdade, decorada pela designer de produção Julie Berghoff com um tapete e papel de parede que remetem aos anos 70.

Custos: Orçado em US$ 13 milhões.

UM POUCO MAIS SOBRE O FILME (CONTÉM SPOLEIRS!)

- Após toda aquela cena do exorcismo (talvez porque o diretor insistiu que queria ter uma...), Ed Warren vai lá, diz o nome da bruxa e pimba, a mulher volta ao normal. Cara, se era tão fácil assim, porque ele não tentou isso antes? ¬¬ Pois, pelo que ficou óbvio, todo aquele pseudo exorcismo que ele estava realizando não tinha servido para absolutamente nada.

- Desnecessário acrescentarem a Annabelle. Porém Wan e sua paixão por bonecos foi mais forte. Que façam um filme só da boneca, mas tacá-la lá no meio de toda essa história que já é meio enrolada (com fantasmas, demônios, possessão e bruxa) ficou muita coisa para um só filme. Muitos temas. Só faltaram um serial killer, um palhaço assassino e um cachorro louco. 


The Power of Christ compels you!

- No site Assombrado, você pode conferir a verdadeira história da família Perron. Você lerá como a família brincavam com os fantasmas (?) e que alguns deles que eram ruins. Na verdade tem muita coisa diferente em relação ao filme, então se você gostou da história, recomendo que leia. Por que não acredito? Como disse, em muitos casos, as pessoas enxergam o que querem enxergar. Se você está com muito medo em um ambiente escuro, talvez lá irá ver todos os seus piores pesadelos, mesmo que não tenha nada. Num grupo de pessoas, se uma insiste que viu algo ou que comeu algo estragado que todos estão comendo e começa a passar mal ou alguém começa a ter algum ataque, não é tão incomum que o resto do grupo comece a ter os mesmos sintomas ou ver as mesmas coisas que a outra pessoa está vendo

No caso da família Perron, antes de pensarmos que foram unicamente fenômenos paranormais é interessante sairmos um pouco dessa caverna e avaliarmos outras possibilidades. Uma das filhas dos Perron deu a entender que um fantasma masculino havia abusado de uma delas (ou de todas elas). Será que era mesmo um fantasma? Será que algo traumatizante não ocorria com essa família e como uma válvula de escape, criaram toda essa situação de fantasmas e tal para não enfrentarem a dura realidade? E a mãe, que aparecia com marcas no corpo? Será que era uma "bruxa" morta há anos ou alguém muito ruim que torturava essa mulher? Os Warren provavelmente ganham muito dinheiro com todas essas histórias, até Amityville que está na cara que foi uma farsa, eles bateram o pé e insistiram que o caso era verdadeiro. Não podiam eles confirmarem todo esse caso de Harrisville por causa do dinheiro que ganhariam com isso? Vai saber. Não estava lá, então nada afirmo. De qualquer forma, é legal que em vez de procurarmos imediatamente pelas explicações mais mirabolantes, fantásticas e religiosas, procurarmos por aquelas mais simples, que estão quase sempre bem debaixo dos nossos narizes.

Um comentário:

  1. Gostei da critica, e sobre o filme, é bem o que você disse. É um filme que funciona dentro dos seus parâmetros, só não traz nada de original, mas ainda sim tem uma boa execução e vale ser visto.

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