30 de dez de 2013

Gravidade (Gravity)

Título no Brasil: Gravidade
Título Original: Gravity
Ano de Lançamento: 2013
Gênero: drama/ficção científica
País de Origem: EUA
Duração: 91 minutos
Direção: Alfonso Cuaron
Estreia no Brasil: 13/09/2013
Estúdio/Distrib.: Warner Bros. Pictures
Idade Indicativa: 13 anos

Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris

Sinopse: uma médica e um astronauta trabalham juntos para sobreviver a um acidente que os deixa a deriva no espaço.

Vai lendo!

Vocês poderiam estar lendo uma crítica sobre o remake de Carrie neste momento, mas a dona deste blog é truqueira e desmarcou o cinema em cima da hora. Por sorte eu tinha acabado de fazer o download do novo filme do Alfonso Cuarón, Gravity (não façam isso, crianças! Download ilegal é crime.), e decidi assisti-lo. E gente, vou te contar, vale muito a pena.

é uma  luta pela vida
 Não vou negar, não conheço o trabalho do Cuarón, o único filme que havia assistido dele até hoje foi Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (que de longe é o único Harry Potter que presta de fato), fiquei muito surpreso com a qualidade de Gravity. Uma história envolvente, efeitos especiais e visuais sem comparação.

Depois de um satélite russo ser destruído, seus destroços começam a rodar pela órbita da terra acertando outros satélites e estações espaciais, em uma reação chamada Síndrome de Kessler. Enquanto estão trabalhando em uma estação espacial, Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalski (George Clooney) são atingidos pelos destroços, que destrói sua nave e aí começa a luta deles por sobrevivência - e o filme deixa claro em sua abertura: "a vida no espaço é impossível".

Quando saiu o primeiro vídeo do filme e a sinopse, não botei muita fé. Achei que seria muito parado, monólogos intermináveis, algo bastante introvertido. Mas não foi isso o produto final. Gravity tem um ritmo bom, tem ação. Tem seus momentos de introversão, é claro, mas é bastante movimentado e a protagonista está sempre precisando ir de um lugar a outro para conseguir uma saída de sua situação crítica.

Esse movimento é o que faz o diferencial no filme porque Afonso Cuaron faz muitas sequências sem cortes, longas, que nos faz acreditar na gravidade zero que está sendo representada. Essas sequências são um show de combinação de efeitos visuais e efeitos especiais. A câmera está sempre em movimento e nos faz perder a noção de baixo, cima, frente, trás, esquerdo ou direito: na gravidade zero essas coordenadas não estão preestabelecidas. Somando essa desorientação espacial tem a falta de recursos dos personagens - oxigênio escasso, falta de combustível e a gravidade (sem trocadilhos) do problema onde acertar ou errar é decisivo para viver ou morrer. Grativy é um filme claustrofóbico, te faz prender a respiração, ficar todo tenso. A gente vive pela situação junto com o personagem, para ampliar essa sensação existe várias sequências em primeira pessoa.

AIMEUDEUSQUEQUEUFAÇO?
 O filme tenta ser o mais cientificamente preciso, mas aqui e ali toma algumas liberdades artísticas, mas nada que faz perder a credibilidade. Gravity respeita a premissa de que sem oxigênio não há som, portanto a maior parte do tempo só ouvimos a voz dos astronautas pelos microfones dentro de suas roupas. Alguns sons extras são simulados pela ótima trilha sonora composta por Steven Price que mistura sons transmitidos por vibrações através dos corpos dos astronautas até o microfones de seus macacões aos instrumentos musicais. Mesmo sem som e explosões, as estações espaciais se fragmentando são belíssimas. Quem sabe os próximos filmes da série Star Wars, que atualmente estão em produção, não aprendem um pouco com Gravity?

Gravity é um forte candidato a vários Oscar. Efeitos visuais e Especiais, principalmente. Mas também por edição de som, roteiro, fotografia (simples, mas eficaz) e Sandra Bullock merece ao menos a indicação de Melhor Atriz.

Nota (0-10): 10

Trailer



Curiosidades

-  Aningaaq, o homem com quem a doutora Stone fala pelo rádio é o protagonista de um curta metragem de Jonás Cuarón.

- Devido as longas sequências, Sandra Bulock teve que memorizar longas combinações de movimentos precisos para atingir suas marcas na hora certa e desviar dos cabos que a prendiam e também os cabos que prendiam as câmeras.

- No filme, as cenas no espaço não possuem sons do ambiente, mas para os trailers foram adicionados tais sons.

- O traje espacial que a doutora Stone coloca na estação espacial russa possui o número 42 inscrito. No livro O Guia do Mochileiro das Galáxias "42" é a resposta para a vida o universo e tudo o mais.

- O filme ficou em "gestação" por 4 anos devido a complexidade dos efeitos visuais, especiais, cinematografia e a "atmosfera realística". Somente em 2009, com Avatar é que surgiu a tecnologia necessária para tornar o filme possível.

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