14 de mai de 2013

Fatal Frame (Zero/Project Zero)

Título Original: Zero (Japão), Project Zero (Europa)
Título Americano: Fatal Frame
Número de jogador(es): 1
Gênero: Horror Asiático
Classificação: T (Teen), para maiores de 13 anos. Contém Sangue e Violência
Lançamento: 13 de dezembro de 2001 (Japão), 3 de Abril de 2002 (EUA), 30 de Agosto de 2002 (Europa)
Criado, desenvolvido e publicado por: Tecmo
Console: PlayStation®2
Outro(s) console(s): XBox® (lançado em 6 de Fevereiro de 2003 no Japão, 22 de Novembro de 2002 nos EUA e 2 de Maio de 2003 na Europa)

SINOPSE:
REVELE O MISTÉRIO
Baseado em uma história real, Fatal Frame é um jogo de horror de sobrevivência que imerge os jogadores em um mundo repleto de espíritos sobrenaturais e terror entorpecentes. Guiada por seu misterioso sexto sentido e armada apenas com uma câmera antiga, Miku começa a resolver o mistério do desaparecimento de seu irmão. Conforme a história se desenrola, ela descobre detalhes ameaçadores sobre o passado conturbado da mansão Himuro. A propriedade e a área ao redor têm uma história obscura envolvendo horríveis assassinatos, um culto diabólico e espíritos inquietos. Esse jogo de horror de sobrevivência muito realista irá chocar você, e o constante medo do terror manterá você acordado à noite.

Vai Lendo (e Jogando)!
Voltei para falar de uma das minhas séries de jogos favoritas de todos os tempos: Fatal Frame! \o/
Eu sei que praticamente todo mundo já conhece a série (e, se não conhece, corra atrás agora!!), que já tem um post aqui no blog sobre o segundo jogo (aqui ó) e que já tem nhentas versões dele, porém acho extremamente válido relembrá-lo, já que o mercado dos jogos de horror ultimamente anda ridiculamente fraco das pernas.

A primeira coisa a se dizer sobre Fatal Frame é a seguinte: é um dos jogos de horror mais assustadores de todos os tempos!
Parece aquelas frasezinhas clichê pra atrair os jogadores, mas é verdade. O jogo tem uma atmosfera única, é original num nível extremo (pelo menos na época em que foi lançado) e agrada especialmente aos fãs do horror asiático. Você se sente, na falta de uma comparação mais fiel, jogando O Chamado ou O Grito, rodeado de locais macabros e espíritos vingativos. Mas vamos por partes Jack o Estripador, oi?



Primeiro, a história. A sinopse aí de cima já deu uma noção do que trata o jogo, mas tem bastante coisa além. Resumindo bastante (e bota bastante nisso!), Junsei Takamine, um famoso escritor, ouve falar sobre o local conhecido como a Mansão Himuro, e viaja até lá para fazer pesquisas para seu próximo romance. Surgem notícias de que ele e sua equipe desapareceram durante a pesquisa e um jovem, Mafuyu Hinasaki, aspirante a jornalista, decide ir até a Mansão para saber mais sobre o que aconteceu com eles. Em sua busca, Mafuyu descobre vários textos deixados por Takamine e sua equipe, falando sobre a descoberta de eventos misteriosos e obscuros relacionados ao passado da mansão. Quando está perto de descobrir a verdade, Mafuyu percebe que não está sozinho e... bom, paro por aqui, senão os spoilers seriam gigantescos :P

 É razoavelmente difícil falar de Fatal Frame sem soltar um ou outro spoiler, mas prometo que vou ser cuidadoso. Mesmo sendo um jogo antigo acho que tem muita gente que ainda não jogou, por isso vou evitar dar muitos detalhes, principalmente sobre a história. Acho que o mais legal de todo jogo é você mesmo(a) interpretar o que acontece e tirar suas conclusões (e não tem nada mais chato no mundo que saber tudo o que vai acontecer, metade da graça do jogo vai pro brejo ¬¬). Vou fazer minha análise/crítica típica, de aspectos como gráficos, som, jogabilidade e tal.

Observação: já peço desculpas antecipadamente pela escassez de imagens e pelo trailer horrível, mas é incrivelmente difícil achar fotos e principalmente vídeos do jogo, que nem é assim tão antigo a ponto de não ter nada relacionado na Internet. 

Vai, Miku, é só uma armadura japonesa antiga...

Começo com o título, "Fatal Frame - baseado em uma História Real". Isso deu e ainda dá muito o que falar, já que perceptivelmente pode ser um artifício usado para vender mais. A Tecmo alega que o teor verdadeiro se refere aos acontecimentos e histórias relacionados à Mansão e a histórias do folclore japonês, mas até hoje não há como ter certeza. Acredito que isso não afete de modo algum o jogo (pelo menos não a meu ver), já que a experiência em si não depende disso.

Os gráficos do jogo são ótimos, apesar de muita gente discordar. Primeiro, é um jogo que tem doze anos. Segundo, considero ótimo não pela resolução/definição e tal, mas sim porque a atmosfera consegue ser extremamente convincente mesmo com modelos poligonais "quadradões". Os locais da mansão são extremamente opressivos, o mobiliário em estilo Japonês (antigo, acredito eu) e as salas destruídas ou em total desordem ajudam muito a criar o clima de tensão. Salas sujas, espelhos, velas e, claro, os espíritos, são muito bem representados. Os efeitos também são bons, principalmente quando a tela fica cheia de estática, indicando que há um espírito vingativo por perto. As CGs também são boas, mais uma vez ficando melhores ainda quando tudo fica sem cor e chiado.


OHMAGAWD, atrás de você, sua lerda! D:

 A jogabilidade é um ponto que bastante gente citica. Você anda por corredores, visita salas de tortura, encontra bonecas e resolve enigmas (alguns exigem um pouco mais do cérebro) para destrancar portas. Até aí tudo bem, nada de diferente. Mas quando surge logo no início a tela de explicação dos controles é que você percebe a originalidade do jogo: não há armas, você está equipado(a) apenas com uma câmera (a famosíssima Camera Obscura), que tem o poder de exorcizar os espíritos que você encontra. Assim que é ativada, a câmera deixa o jogo em modo de primeira pessoa, o que aumenta ainda mais a tensão já que seu campo de visão fica limitado. A câmera tem como "munição" filmes fotográficos espalhados pelos cenários, que variam desde os mais fracos (os chamados Type-14) até os mais fortes e, obviamente, extremamente raros (os Type-90).

Para derrotar os espíritos, você mira o centro do visor da câmera e espera até que um círculo ao redor encha-se com energia espiritual e então tira a foto. Há um indicador no canto que fica azul quando há um espírito estático no local, ou que acende em laranja quando o espírito é hostil (ou seja, vai atacar você ou tem intenções ruins). Quanto mais centralizado e mais próximo você estiver, melhor será o acerto e mais energia você tirará. Há também os momentos em que surge a chance de acertar um Fatal Frame ahá! então foi daí que tiraram o título!; o Fatal Frame é uma fração de segundo em que o espírito está quase te acertando e os ataques com a câmera têm sua força máxima. Além de tirarem quase o dobro de energia, afastam os espíritos, dando chance de um novo acerto (sim, você pode fazer combos!). 

O visor da câmera, mirado em um espírito \o/

Durante o jogo você vai encontrar vários (VÁRIOS) documentos espalhados, que explicam bastante coisa sobre a história da mansão e dos personagens e ajudam a resolver os enigmas. Não é obrigatório ler todos eles, mas em certas partes você definitivamente vai precisar dar uma passada pela lista (ao menos eles ficam numa lista!) e procurar por caracteres em destaque no meio do texto. Nada difícil, é só pensar um pouco (jogo fácil também não tem graça, né?). Os objetos também são usados para proceder, seja colocando-os em locais específicos ou resolvendo outros enigmas para abrir portas e passagens.

Há funções novas para a câmera, tais como uma campainha que avisa quando surgem as chances de acertar um Fatal Frame (uma luz pisca no visor da câmera e você ouve bipes), funções novas para deixar os espíritos mais lentos, torná-los visíveis e paralisá-los completamente. Todas elas você acha conforme joga e pode melhorá-las usando as Spirit Stones, que são deixadas pelos espíritos derrotados ou estão escondidas em cantos dos cenários.

Além dos documentos há os itens de cura, em três tipos específicos: os Herbal Medicines (enchem um pouco da energia), as Sacred Water (enchem toda a sua energia) e as Mirror Stone (quebram-se e enchem sua energia quando você morre/quando ela chega ao fim). Nem preciso dizer que, quanto melhor o item, mais raro de achar, né?

Atrás de você, de novo!!!

A trilha sonora é sem dúvida alguma o ponto mais forte do jogo. Não há nem mesmo como definir o estilo, a não ser chamar de algo absurdamente Dark e opressivo (perceberam que uso essa palavra com frequência, não?). Cada parte da mansão tem uma música diferente, e todas elas são esquisitas e te deixam meio inquieto(a). Os efeitos sonoros também são perfeitos, os gemidos, sussurros, barulhos que você não sabe de onde vêm, e tudo melhorado com um 5.1 simulado (o que eles chamam de tecnologia ARNIS). Quando algum espírito surge você ouve outros sons junto com a trilha sonora e o som muda conforme o ângulo da câmera (por isso o 5.1 simulado). Assim você consegue saber se ele está do lado esquerdo, direito ou "atrás" de você.

Os espíritos em si também são um show à parte. Almas torturadas, pessoas que morreram sem saber, tiveram uma morte trágica ou sofreram muito e seu espírito está inquieto de alguma forma. Outros são simplesmente espíritos errantes que vagam pelo mundo, e esses dificilmente são hostis. A maioria deles aparece de forma distorcida, com o rosto deformado ou contorcido de alguma forma. Você pode atacá-los ou fugir deles, mas não faz muita diferença, já que os personagens "correm muito devagar". É outra coisa que muita gente critica, mas que eu acho válido. Em momentos mais tensos muita gente perde as forças e mal consegue ficar de pé, por isso acredito que a "inabilidade de correr" ou correr devagar seja aceitável. Fora o fato de que dá ainda mais desespero, uma alma penada from Hell te perseguindo e você não consegue fugir rápido o suficiente :P 

Uma das salas mais "bonitas" do jogo!

No mais, o que há a ser comentado é que o jogo ocupa um BOM espaço do seu Memory Card (no caso da versão de PS2, óbvio :P), são 1,8MB de uma vez só, com direito a 5 slots no mesmo Save. Todas as fotos que você tira durante o jogo ficam salvas em uma lista provisória, mas podem ser protegidas e salvas (há um modo chamado Album, no menu principal, no qual ficam todas as fotos que você salvou). Os textos e nomes de espíritos também ficam salvos e você pode ler novamente quando carregar o jogo. Depois de terminar você também abre modos especiais, roupas novas e uma dificuldade extra (a Nightmare). 

"Mim" dá um abraço?

Eu poderia me aprofundar muito mais na história do jogo e tal, mas acreditem, há muitíssima coisa a ser explorada, especialmente no que diz respeito ao folclore envolvendo a mansão e a floresta das redondezas. A história do jogo em si é levemente intrincada e, reforçando o que eu já disse no início, acredito que seja muito mais interessante cada um interpretar do jeito que achar melhor. Sempre gostei mais daquilo que não tem explicação pra tudo, isso te deixa muito mais preso(a), seja a um jogo, filme, livro ou o que for.

Fatal Frame é um jogo pioneiro no estilo, foi extremamente bem recebido (tanto que ganhou duas sequências igualmente ótimas) e continua sendo referência no quesito "jogos de horror asiático", num estilo que ainda hoje é pouco explorado (ou mal explorado), o de horror sobrenatural. Não tenham dúvida alguma, é altamente recomendável e, óbvio, joguem sempre à noite, no escuro, sozinhos e com o som alto, se possível. Vão levar sustos?
Bom... é claro que sim! Mas não espere por sustinhos baratos, Fatal Frame vai te deixar meio com medo de andar sozinho(a) em casa por um tempo, especialmente se você tem facilidade pra se impressionar com essas coisas ;D 

Ah, quer nota? Então tá!

Nota: 10

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