23 de nov de 2012

Dexter - 3ª Temporada

Dexter iniciou sua sétima temporada no dia 30 de Setembro, aí animei a voltar escrever sobre a série. Recomendo assistir a 1ª e 2ª temporada antes de ler esse post. Caso já tenha assistido, então leia as postagens anteriores sobre Dexter: crítica da 1ª temporada e crítica da 2ª temporada.


Certamente travei na crítica dessa terceira temporada pois a considero como a mais chata de toda a série. Foi a pior temporada, na minha opinião, claro. E nesse post falarei o porquê, com o mínimo de spoiler possível. Vamos lá!

Vai Lendo!

Após o assassinato da vampirona Laila, as coisas voltam a se acalmar para o lado de Dexter. O caso BHB (Bay Harbor Butcher) foi encerrado, Rita e ele reatam e Dexter pode voltar a sua vida tranquila de matar um ou outro assassino quando lhe der vontade. E tudo vai indo bem, até que ele mata (sem querer, só para deixar claro) Oscar Prado, o irmão mais novo de Miguel Prado, que é apenas um promotor de justiça  doidão e amigão da nossa querida só que não Tenente LaGuerta. Pois é, Dexter está ferrado de novo.

Para piorar a situação, Miguel Prado se torna um grude do Dexter e o considera como um super amigo justiceiro. Só que Miguelito começa a perder o controle e fugir completamente do código que Dexter segue. Logo os dois se tornam inimigos, inimizade que não será nada boa para Dexter, tendo em vista que Miguel o conhece um pouco mais do que as outras pessoas.

Somos amigos, amigos do peito, amigos de vocês.

A grande diferença dessa temporada em relação as outras é que não temos um serial killer em destaque. Na primeira foi o Ice Truck Killer, na segunda foi o BHB, na quarta é o Trinity, na quinta é o Jordan Chase e por aí vai. Nessa temos o Skinner (Esfolador), mas o cara aparece praticamente como figurante, pois o foco dessa temporada ficou mesmo na relação entre Dexter e Miguel. O pobre serial killer entra despercebido e sai sem ser visto. 

Dexter também está mais humano nessa temporada e consegue ser mais sociável. E continua também com aquele jeitinho nervoso e que gera desconfiança em qualquer um, menos na própria polícia que trabalha com ele e na idiota da Rita. Ele ficar mais humano, está tudo certo. Mas ser um péssimo mentiroso e agir de modo visivelmente suspeito? Sei lá, isso foi algo que não gostei na segunda temporada e continuei detestando com essa terceira. E não se preocupe, nas próximas temporadas ele vai continuar do mesmo jeito.

Talvez uma das mulheres mais burras da história dos seriados estadunidenses...

Outro ponto fraco nessa temporada foi a relação do Dexter com o Miguel. Gente: o Miguelito é chato, a história dos dois é chata, tudo que os dois fazem é chato, até parados conseguem ser chatos. Tem muita conversa, muita enrolação e todo mundo já sabe qual será o fim do Miguelito (porque claro, todos que descobrem a verdade sobre o Dexter tem que morrer). Desculpem por esse spoiler, mas isso é óbvio que vai acontecer. Então acredito não estar estragando surpresa nenhuma, porque essa temporada simplesmente não tem surpresas.

Ok, deu para entender que essa temporada procurou ser mais voltada para o lado psicológico do Dexter: relação dele com a Rita (casamento, filhos, etc), relação dele com o Miguel (primeiro amigão) e sociabilidade mais aflorada. Só que ficou mais nisso e esse foi um dos principais motivos para essa temporada ser tão fraca: queremos compreender o Dexter e ver as mudanças pelas quais ele passa, porém também queremos ver assassinos doidões, perseguição, sangue e Dexter em ação!  

Miguelito do bigode: mais bravo, menos vesgo. Quem sabe. 

Em relação ao Skinner (lembra dele? Sim sim, o tiozinho serial killer dessa temporada) parece que não é explicada muito bem a relação dele com Miguelito e  para darem logo um fim na história dele, se livraram do coitado de qualquer jeito (não achei muito interessante a forma como se livraram dele). Pobre Skinner. Quando você chegar no final da quarta temporada nem se lembrará mais dele e certamente terá que pesquisar no Google para lembrar quem foi o serial killer da terceira temporada.

Desde a primeira temporada Debra Morgan vem ganhando destaque na série. Nessa temporada ela cresce mais um pouco e dali em diante a personagem fica cada vez mais fodona (desculpe o termo, mas é o melhor que encontrei para me referir a Debra). Em relação a ela, a coisa mais chata que aconteceu nessa temporada foi o relacionamento que ela se envolveu. Assim como quase tudo nessa temporada, o relacionamento também é chato, além de meio nada a ver.Mas de qualquer forma, Debra continua excelente (e por isso é a minha personagem favorita)!

 Debra is so fucking cool! 

Bom, desculpem-me por não falar muito sobre essa temporada. Vi faz tempo e me recordo de poucos detalhes. Vi alguns trailer e li alguns textos para me lembrar de algumas coisas, mas mesmo assim acredito ter deixado muita coisa de fora. Quem sabe um dia, com muita paciência (muita mesmo) assisto essa temporada de novo e acrescento mais coisas a essa crítica? Se você ainda não viu essa temporada e pretende assistir, prepare-se e tenha paciência. Assista sabendo que vem algo muito melhor depois dela: a quarta temporada é simplesmente... Não vou falar, isso fica para a próxima critica! Até mais!

Nota para essa temporada (0-10): 7,0

Trailer


12 Curiosidades sobre a série:

1. O nome do barco que Dexter usa para transportar o que restou de suas vitimas para o alto mar foi batizado por ele como Slice of Life, uma divertida ironia sobre o conteúdo da carga transportada: Fatia da Vida.

2. Quando está em campo buscando sua próxima vitima, Dexter costuma usar nome de personagens criados pelo autor Bret Easton Ellis em seus livros e suas adaptações para o cinema, como Patrick Bateman de Psicopata Americano (2000), ou Sean Ellis, a soma dos nomes de Ellis e Sean Bateman de Regras da Atração (2002)

3. O governo australiano enviou uma nota de protesto aos produtores da série, por conta de um comentário que Dexter Morgan faz em um dos episódios, dizendo que a cidade de Adelaide, no sul da Austrália, tem a maior quantidade de assassinos em séries per capita.

4. A revista Empire, uma das maiores publicações de cinema e televisão, colocou Dexter em sua lista dos 50 melhores seriados de TV de todos os tempos 

5. Independente de seus personagens serem irmãos, os atores Michael C. Hall e Jennifer Carpenter acabaram se casando em dezembro de 2008, pouco antes do ator anunciar que estava iniciando um severo tratamento contra o câncer. Infelizmente, os atores anunciaram o divorcio após apenas 2 anos de casamento

 Debra travecão e Dexter: irmãos na ficção, esposa e marido na vida real na época dessa 3ª temporada.

6. O nome Dexter, personagem criado por Jeff Lindsay para o livro Dexter – A Mão Esquerda de Deus (2004), vem da palavra inglesa dexterity (destreza), cujo significado segundo o dicionário Webster é: habilidade mental ou agilidade / disponibilidade e graça da atividade física, especialmente: habilidade e facilidade em usar as mãos.

7. Entre a infinidade de astros do cinema que foram considerados para o papel de Dexter como Judd Nelson, Ben Stiller, Jon Cryer, John Cusack, Tom Cruise, Charlie Sheen, James Spader, Emilio Estevez, Sean Penn, Jake Gyllenhaal, Macaulay Culkin, Matthew Broderick, Andrew McCarthy e Dan Aykroyd.

8. Fã de carteirinha da série, Sylvester Stallone convidou Julie Benz, que interpreta Rita, a namorada de Dexter, e David Zayas, o sargento-detetive Angel Batista, para trabalharem com ele em Rambo IV e Os Mercenários, respectivamente.

9. Falando de Batista, o policial se refere ao colega forense como “sócio”, uma brincadeira dos roteiristas com o inglês e o espanhol, já que sócio significa parceiro em espanhol, mas que também é uma abreviatura de sociopata em inglês. 

10. Na primeira temporada, Dexter e Rita estão vendo o filme Laços de Ternura (1983), que tem a participação de John Lithgow, astro convidado para viver o pior pesadelo de Dexter na quarta temporada.

11. Apenas a primeira temporada da série é fortemente baseada no livro de Jeff Lindsay, dando aos roteiristas a oportunidade de criar situações que poderiam ser melhor exploradas na TV.

12. Na abertura da série, que mostra diversas cenas da vida comum de Dexter antes de sair para trabalhar, há uma imagem dele fazendo a barba, mas ela já cresceu quando ele está saindo de casa. Nem tudo sai perfeito em Dexter.


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