7 de out de 2012

Eu Sou A Lenda (I Am Legend)

Título no Brasil:  Eu Sou a Lenda
Título Original:  I Am Legend
País de Origem:  EUA
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento:  2007
Estréia no Brasil: 18/01/2008
Estúdio/Distrib.:  Warner Home Vídeo
Direção:  Francis Lawrence


Sinopse 

O último homem na face da Terra não está sozinho. Will Smith interpreta este solitário sobrevivente em Eu Sou a Lenda, um épico de ação que mistura doses generosas de tensão com uma incrível visão de uma desolada Manhattan. De alguma maneira imune a um terrível e incurável vírus, o virologista militar Robert Neville (Smith) é agora o último humano sobrevivente em nova York - e talvez do mundo. Mas ele não está exatamente sozinho. Vítimas de uma praga mutante espreitam nas sombras... Observando cada movimento de Neville... Esperando para que ele cometa um erro fatal. Talvez a última - e a melhor! - esperança da humanidade, Neville tem agora um único objetivo pela frente: encontrar um antídoto usando o seu próprio sangue imune. Mas ele sabe que esta em desvantagem numérica... E o tempo está passando rapidamente!

Caro Leitor,

Eis aqui mais uma postagem dupla. Como assim, dupla? Significa que é uma postagem com duas críticas. Nesse caso, a primeira crítica é do John B e a segunda da Ninne. Boa leitura!


 Vai Lendo! - por John B

Fala galera fiel, que acompanha o Vai Assistindo todo dia, e fica de minuto em minuto apertando o F5, só que não. Primeiramente, venho por meio deste falar que, é com grande pesar que venho fazer a crítica deste filme.

Mas John, "pq?"

O "pq" é simples pequeno gafanhoto, mas vamos com calma, e falar ponto por ponto.

O filme por si só é uma obra de arte, atuação do Will Smith, que particularmente acho um ator fantástico, sempre passa a emoção até nas minimas frases e trás também aquele pingo de humor, deixando o filme mais fácil de assistir.



Para o ano de lançamento (2007), os efeitos estavam de acordo, nada incrível, mas algo bem trabalhado, um filme que praticamente só mostra ele, colocando os outros dois atores totalmente em escanteio.

Uma parte boa desse filme é que, o ator Will Smith passa praticamente o filme todo sozinho, ou seja, a atuação dele deve ser exemplar e deve passar algo ao público para não deixar o filme tedioso, afinal, apenas uma pessoa, então particularmente falando, a atuação dele foi otima, não deixando a desejar nem um minuto.



Temos em segundo lugar, a sua fiel amiga, uma Pastor Alemão, com o nome de Sam, passando uma emoção tão grande que faz o próprio telespectador sentir a dor psicológica do ator, que cria um laço afetivo incrivelmente grande, com a sua pequena mascote. Essa sem duvida é uma parte do filme que influenciou 100% na nota que dei a este filme.

O filme tenta mostrar detalhadamente, o esforço de uma pessoa, muito inteligente, cientista do exercito e renomado, para tentar se livrar da solidão, aquela dor psicológica de estar sozinho, tema muito abordado na sociedade filosófica/psicológica/antropóloga, que tenta especular os limites de um homem que não convive em uma sociedade, uma vez que o mesmo já tenha sido introduzida a ela,não se dispondo de pessoas ao seu redor, sendo muito abordado pelo autor Thomas Hobbe e Friedrich Nietzsche. 



Aconselho imensamente a você leitor do VA, que gosta de entrar nesse tipo de assunto a ler esses dois grandes pensadores.

Para não deixar delongas, e não criar spoiler sobre o filme, digo apenas que assistam e vejam os traços que o filme expressa da solidão do protagonista. Sensacional.

Ótimo, agora me explique, por que você fez toda uma cena para falar da crítica desse filme?

Agora que dei os pontos bons do filme, para tentar ser o mais justo com esse filme, venho falar o que eu não gostei, e não aconselho esse tipo de filme. 

Fim do mundo. 

Como assim?

É isso ai, fim do mundo, sinceramente, já estou farto de teorias, filmes de fim de mundo, doenças, desastres naturais, entre outros. Estamos em uma época parecida com a guerra fria, aonde é colocado o terror nas pessoas de todo o tipo de desastre, até mesmo por filmes, não que esse seja a intenção do filme, por que com certeza não é, mas acaba passando essa ideia de terror a todos.



Chega de filmes de fim de mundo, são legais, mas já saturaram a vida de todos, e o que esse filme mais mostra é o mesmo clichê que vem se repetindo a alguns anos, "virus letal, a galera vira uns bicho mucho estranho, o mocinho tenta sobreviver e achar amiguenhos para vencer essa guerra".

Não que o filme não seja um bom passatempo, mas particularmente gosto de filmes, que me trazem algum tipo de conteúdo novo, algo que me faça pensar ou trabalhar meu lado criativo, abra portas para algum tipo de ideia, e no caso, esse não é esse tipo.

Clichê, de começo a fim, mesmices, totalmente previsível, apesar de um grande passatempo, não me deixou nada de novo, e me fez pegar mais raiva de filmes de fim de mundo, o que refletiu muito na nota que dei.

Mesmo o VA sendo um site consideravelmente bastante acessado, o pessoal não tem costume de comentar, e gostaria hoje de pedir para vocês comentarem galera, quero muito saber a opinião de vocês sobre esse filme, e se mais alguém pensa como eu.

Nota (0-10): 6,5

 Vai Lendo! - por Ninne

Eu ia apenas me meter na postagem do John B para colocar uma curiosidade, mas acabei tendo a ideia de fazer um post duplo, propus a ideia e ele aceitou. Obrigada pelo espaço John! Bom, não sabia muitos detalhes do filme antes de assisti-lo. Nem vi o trailer direito e imaginei que seria apenas mais um filme sobre o fim do mundo, com ondas gigantes, estátuas famosas sendo destruídas e gente desesperada assistindo tudo pela tv enquanto o bicho pega lá fora. Jurei mesmo que o filme seria assim.


Só que logo nos primeiros minutos notei que a coisa toda era bem diferente do que esperava, começando pelo fato daquela doutora lá, logo no início do filme, falar sobre a descoberta da cura do câncer. Cadê meteoros? Tsunamis? O Godzilla? Não era nada disso no final das contas. Eu Sou A Lenda é mais um filme sobre o fim do mundo, mas não é apenas isso. É mais um filme sobre seres humanos infectados, mas não é como os outros. Então o que ele é afinal!?

Vejam bem, a proposta me pareceu diferente: ser algo mais possível. Não é simplesmente uma destruição por conta de um aquecimento global extremo master que atingiu seu auge em apenas dois dias e fez a temperatura do planeta mudar a tal ponto que os dinossauros brotaram da terra. Não é também apenas um filme com zumbis loucos que com apenas um leve soco na barriga, arrancam as tripas, os pulmões, o coração e os dentes sisos dos seres humanos. Não é nada disso. É algo mais simples: através de uma mutação de um vírus (se não me engano o do sarampo) uma médica lá descobriu a tão sonhada cura do câncer. E como ela sabe disso? Realizou testes em mais de 10.000 voluntários. E o resultado a curto prazo? Maravilhoso. E a longo prazo? Nem tanto.


A primeira coisa que o filme nos faz refletir é até onde vai o conhecimento humano. Será que numa dessas mirabolantes pesquisas desses tão admiráveis cientistas algo não poderia sair do controle? Será mesmo que temos certeza dos resultados de tudo aquilo que mexemos, remexemos, modificamos e criamos? Afinal, como podemos prever o que vai acontecer? Com um vírus então, que é tão instável e causa dor de cabeça em muitos cientistas por aí, como prever que não sofrerá mutações que poderão criar situações fora do nosso controle? Porque é isso minha gente: nem os cientistas mais renomados do mundo tem certeza de tudo. E se numa dessas "brincadeiras", desenvolvem uma doença horrível que exterminará quase toda a humanidade? Será isso impossível de acontecer?

Ao menos no Eu Sou A Lenda não é. O vírus sofreu mutação de tal forma que modificou completamente o organismo humano e o resultado é aquele que vemos no filme. E quer saber? Gostei da ideia! Ficou interessante, teve uma explicação melhor e mais aceitável do que muitos filmes de fim do mundo por aí. Portanto, gostei muito da história.


Gostei também das atuações. Todas excelentes, com destaque para Will Smith e claro, a cadela Sam (oras, ela atuou muito bem!). Atuar com um cachorro e só com ele, quase o tempo todo, certamente não deve ser fácil (o mesmo deve ter se passado na cabeça de Sam em relação ao humano). Mas o resultado ficou incrivelmente bom! O vínculo é forte e nos faz derretermos em certa cena.

Gostei dos cenários e dos efeitos especiais. Não são lá os melhores efeitos especiais do universo, acho que não precisavam ter utilizado tanto CG para a recriação dos humanos infectados, mas ficou aceitável.

Agora lhes trago outro ponto de vista para se pensar (e isso era o que iria apenas colocar como curiosidade). Há alguns anos, li em um tópico no falecido Orkut uma outra interpretação desse filme. Interpretação essa que achei interessantíssima. Não é nada confirmado, mas talvez tenha um fundo de verdade mesmo. Lá, um rapaz dizia que na realidade o filme é sobre o racismo. Porque vejam só:

Uma doutora loira dos olhos azuis, britânica e mundialmente famosa, diz ter encontrado a cura para o câncer. A cura na verdade cria uma doença horrível, que deixa os seres humanos sensíveis a luz, carecas e extremamente raivosos. Notou algo aí? Porque os humanos tem que ficar justamente assim? Isso seria uma alusão a famosos grupos racistas, que são geralmente compostos por homens brancos, violentos e que raspam a cabeça. No filme, o ser humano vira um ser extremamente irracional e violento, como... certos grupos racistas. Mas não para por aí.


Aí temos um cientista militar, honrado e... negro. Um negro, numa excelente posição social, extremamente inteligente, respeitado, honrado e admirado. E é ele quem vai descobrir a cura para a doença que vai salvar toda a humanidade (É ele quem descobre a cura para o "racismo"). Um negro salvando o mundo todo. E para completar a história temos uma mulher, latino americana que ajudará nesse processo todo. Junto de um pequeno menino judeu (o garoto se chama Ethan que é, se não me engano e corrijam-me se estou errada, é um nome de origem hebraica geralmente usado por judeus). Note que não aparece um típico americano branco, loiro dos olhos azuis que se salva. Claro, muitos se salvaram. Mas porque não aparece praticamente nenhum nesse filme? Porque temos apenas um negro, uma mulher latina e uma criança judia? Será que é só o acaso? E porque então temos uma música do Bob Marley como a principal do filme?

Não sei se a teoria é correta, mas certamente nos faz pensarmos, pois as coincidências são grandes demais. Infelizmente não achei o texto do garoto para colocar aqui, porque estava perfeito. Minha explicação foi tosca perto da dele. De qualquer forma, o filme quis passar algo que ficou evidente para mim (mas pelo visto não para muitas pessoas): que deveríamos amar e respeitar mais uns aos outros. Sem discórdias por causa das diferenças, sem essa violência toda. O que nos falta é sabermos viver em paz, saber que precisaremos sempre um dos outros e que deveríamos nos amar mais. 

Nota (0-10): 9,5 (por ser sobre o fim do mundo algo que adoro, por ter todo esse significado e tal).

Trailer


Curiosidade:

- Direitos de adaptação: A Warner Bros. detém os direitos do livro de Richard Matheson desde a década de 70. 

- Nos anos 90: Originalmente seria realizado na década de 90, com Ridley Scott como diretor e Arnold Schwarzenegger como protagonista. Entretanto o orçamento cresceu tanto que ambos deixaram o projeto. 

- Retomando a produção: Em 2002, o projeto foi retomado com Michael Bay como diretor e Will Smith como protagonista, mas ambos desistiram para realizar Bad Boys 2 (2003). 

- Ele recusou: Guillermo del Toro foi indicado por Will Smith para dirigir Eu Sou a Lenda, mas recusou a proposta.

- As filmagens aconteceram entre 23 de setembro de 2006 e 31 de março de 2007.

- Boa parte das filmagens ocorreu no Washington Square Park, na cidade de Nova York, entre o outono e o inverno de 2006. Com isso as decorações de Natal tiveram que ser constantemente retiradas e recolocadas.

- As cenas na ponte do Brooklyn utilizaram mais de mil extras, além de aviões e veículos militares. O custo estimado pelos produtores para a realização de seis noites de filmagens foi de US$ 5 milhões.

- Cenas complicadas: Os produtores precisaram da autorização de 14 agências governamentais para rodar cenas na ponte do Brooklyn. 

- Pausa para o casório: Will Smith conseguiu uma licença das filmagens por alguns dias, para ir ao casamento de Tom Cruise e Katie Holmes em Roma. 

Fonte: Adoro Cinema

Ah sim, como vocês sabem, o filme é baseado num livro. Não li o livro ainda, mas pelo que já ouvi falar, livro e filme tem muitas diferenças. A principal é que no livro deixa claro que a população virou vampiro, coisa que nem é citada no filme. Honestamente, achei melhor assim. Mas não vou julgar o livro né, já que não li...


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