30 de jul de 2012

Chernobyl (Chernobyl Diaries)

Título no Brasil: Chernobyl
Título Original: Chernobyl Diaries
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 88 min. 
Ano de Lançamento: 2012
Estúdio/Distrib.: Alcon Enterteinment
Direção: Bradley Parker

Elenco: Ingrid Bolsø Berdal (Zoe); Dimitri Diatchenko (Uri); Olivia Taylor Dudley (Natalie); Devin Kelley (Amanda); Jesse McCartney (Chris); Nathan Phillips (Michael); Jonathan Sadowski (Paul); Alex Feldman (Medic Goldshmidt); Kristof Konrad (Medic Grotzky); Pasha Lychnikoff (Docto). [+]

Sinopse: Seis turistas contratam um guia de turismo para leva-los até Pripyat, cidade onde fica a casa que abrigava os trabalhadores de Chernobyl. Mas durante a exploração do grupo no local, eles descobrem que não estão sozinhos.

Vai Lendo!
Alerta: Contém SPOILERS

Apesar do meu sentindo aranha ter me dado um aviso da possibilidade de que Chernobyl seria uma decepção, meu leve reconhecimento por Oren Peli me fez ver esse filme. Cidade radioativa abandonada, sete infelizes, que para variar seis são turistas, e deles quatro são americanos... Bem, havia a esperança de que poderia haver algo interessante. Depois da aparição de um "peixe mutante", e ataque noturno de lobos do tipo pastor alemão contra a van, já comecei a pensar que a introdução chata começava a valer a pena. Para meu enorme desgosto, fui decepcionado. Primeiro, porque a grande ameaça é um grupo de pessoas mutantes canibais radioativas infectadas que horas parecem mais zumbis que sempre ficam nas sombras e não dá para ver direito. No mínimo, poderiam ter mostrado mais eles e feito uma maquiagem bem assustadora, ou então adicionar um pouco de gore para tornar o filme mais interessante. Mas não, são pessoas perdidas em um lugar literalmente mortal e sendo atacadas por aquelas coisas que descrevi.

Ô ideia de m.... essa.
O filme é parado, rende alguns sustos ocasionais, porém, está longe de ser um terror muito eficiente. A câmera se move muito nas cenas de correria, porém, não é um filme com a filmagem do tipo A Bruxa de Blair. O roteiro é confuso e mal explicado, além de conter um final meio forçado, então não se preocupe se não entender nada depois da sessão, não é culpa sua. Aliás, uma breve correção que merece ser feita: eles vão visitar Prypiat, a cidade que abrigava os trabalhadores e suas famílias que trabalhavam na usina de Chernobyl. Enfim, apenas um detalhe. De volta para o filme. O fator radiação é pouco utilizado, visto o sério problema que ela representa, sendo apenas usada para representar risco bem no fim do filme. A maior parte do tempo nós acompanhamos este grupo tentando buscar um modo de fugirem, que não dá para ser andando até o posto de guarda que fica na entrada da cidade,  pois um deles foi ferido (como sempre) e por causa dos cães/lobos. Aliás, nunca vi pessoas "doentes", por assim dizer, tão silenciosas. Muitos infectados e zumbis deveriam ter aulas com eles, pois são verdadeiros ninjas.

Sozinhos em uma cidade fantasma radioativa.
Muita coisa poderia ser melhor aproveitada. Como disse, quando apareceu o "peixe monstro" houve uma esperança leve, pois se esperava que criaturas tão horrendas quanto aquela rondando a cidade fantasma durante a noite. Aliás, alguns momentos lembram bastante a REC. Isso pode ser uma coisa só minha, mas notei várias vezes uma semelhança entre as duas produções em várias cenas, apesar de que REC é bem melhor. Eu tenho a seguinte ideia: se a explicação vai ficar forçada, não explique. Isso funcionou muito bem em várias outros títulos, inclusive com o primeiro REC. Isso alimente o mistério, o suspense, mas é óbvio que não é regra. Chernobyl erra em vários momentos, a cena mais assustadora, mais tensa, mais emocionante do filme todo, envolve um urso que aparece correndo pelos prédios e não fere ninguém. Não souberam criar uma tensão que chegasse ao espectador, invés de elaborarem um enredo envolvente, filmaram um bando de turistas histéricos que morrem um a um. Vou ser sincero, nenhuma das mortes surpreende.

Oh, um vulto lá atrás... It's a trap, fools.
Chernobyl é forçado. Estas três palavras resumem todo o filme. Se eu fosse o cara que montará a capa do DVD/Blu-Ray dele eu colocaria essa frase, porém aprimorada dessa forma: "Forçado do início ao fim!" O terro demora muito para começar, e quando começa, é fraco, ou melhor, ineficaz. O excesso de clichês, mais o trailer, fazem com quem fique tediosamente previsível. A proposta podia até ser original, o trailer até dá uma boa impressão, afinal, são pouquíssimos longas do gênero que envolvem radiação, ou um lugar radioativo, porém, não souberam aproveitar o que tinham em mãos. Decepcionante. Realmente decepcionante. Da safra de horror/suspense desse ano, o único filme que me conquistou foi O Corvo. 2012 tem sido um ano bem fraco até o momento, dentro dos filmes que vi, não deveria me surpreender com o nível de Chernobyl.

Nota (0-10): 4

Trailer

2 comentários:

  1. esse filme é um lixo. fui no cinema achando q ia ser muito bom e me decepcionei, aff.

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  2. eu fui no cinema, mas tava esperando nada não, e não achei ruim, só não tem nada de novo... e realmente, eu esperava algo mais legal envolvendo radiação e tlz... enfim...

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