14 de mai de 2012

Kill List

Título Original: Kill List
País de Origem: Reino Unido
Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Direção: Ben Wheatley
Roteiro: Ben Wheatley e Amy Jump

Elenco: Neil Maskell (Jay), Michael Smiley (Gal), MyAnna Buring (Shel), Harry Simpson (Sam), Emma Fryer (Fiona), Struan Rodger (O Cliente), Gareth Tunley (O Padre), Mark Kempner (O Bibliotecário), James Nickerson (O Membro do Parlamento)
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Sinopse: Jay e Gal são amigos de longa da data e colegas de profissão: assassinos de aluguel. Depois de um trabalho que deu errado, Jay decide dar um tempo em sua carreira, mas as brigas constantes com sua esposa Shel e a falta de dinheiro para manter a casa, fazem com que ele aceite um novo trabalho proposto por Gal. Mas o que era para ser um trabalho fácil e limpo, acaba levando os dois amigos à caminhos perigosos e misteriosos.


Vai Lendo!

Olá amigos do Vai Assistindo, depois de um bom jejum de minha participação no blog, aos poucos estou tentando me reaproximar daqui. A minha ausência nesse período se deve ao fato do excesso de trabalho, estudos e essas coisas todas que não são importantes para vocês, mas além dos compromissos pessoais, houve outro fator determinante: a falta de assistir bons filmes que pudessem ser discutidos e resenhados aqui.

Basicamente nesse tempo todo eu estive meio que desquitado do gênero do qual aqui tratamos, e os poucos filmes que assisti, nenhum me empolgou de verdade a ponto de dedicar um tempo para escrever algumas linhas tortas a respeito.
Isso vinha acontecendo até alguns dias atrás, quando eu assisti a este filme do qual falarei agora.

Kill List em seu princípio nos mostra a relação tempestuosa entre o casal Jay e Shel, que vive as voltas pela falta de dinheiro (qualquer um que tenha um relacionamento sério sabe o quanto isso é problemático).
Enquanto o marido reivindica um suposto problema nas costas, a esposa reclama que o mesmo não trabalha há 8 meses, e no meio do fogo cruzado fica Sam, o filho do casal. E assim entre tapas e beijos vive essa família.


A solução do problema financeiro aparece na figura de Gal, que é amigo de longa data de Jay e Shel. Antes de um jantar de casais (mais discussão entre Jay e Shel), Gal propõe um serviço a Jay: o assassinato de três pessoas por uma quantidade considerável de dinheiro, rápido, fácil e limpo. É então que ficamos sabendo que Jay e Gal são assassinos profissionais, e que Jay se encontra nessa situação financeira por relutar em aceitar mais trabalhos depois que um deles aparentemente deu muito errado em Kiev, 8 meses atrás.


Depois de alguma relutância, Jay aceita voltar a atividade, a partir daí coisas realmente esquisitas começarão a acontecer. O primeiro contato com o cliente de Jay e Gal, um sujeito para lá de estranho, é marcado com um pacto de sangue que pega Jay de surpresa (nada de bom pode surgir daí).
A primeira vítima das três não poderia ser mais incomum: um padre, e que ainda por cima olha com satisfação para Jay e o agradece.


A partir desse ponto as coisas descem ladeira abaixo, Jay se torna cada vez mais paranóico e violento, e quando as outras vítimas são reveladas tudo vai parecer fazer menos sentido ainda para a dupla de assassinos revelando um caminho perigoso, misterioso e o pior de tudo: sem volta.

Kill List é daqueles filmes que é 8 ou 80, ou você ama ou odeia. 
Para início de conversa o elenco todo muito bem escolhido, todos com atuações convincentes e naturais, sem aquele típico elenco de filme norte-americano com protagonistas bonitinhos (apesar da interprete de Shel ser uma beldade), são pessoas normais vivendo uma situação extrema, o que torna a coisa toda mais crível.


Outro mérito do filme é não se render aos sustos fáceis, o clima de tensão vai se desenrolando aos poucos, gerando desconforto e uma certa claustrofobia no telespectador. Já as cenas de violência não são muito frequentes, mas quando acontecem são de uma brutalidade linda de se ver.


O roteiro e a condução que é o ponto de discórdia entre as duas vertentes que assistiram ao filme. Kill List começa de maneira lenta, se focando no início mais nas relações interpessoais  e quando a ação realmente começa, o roteiro não se importa em dar muitas explicações. Nunca fica claro o que aconteceu  em Kiev para que Jay ficasse tão perturbado, não existem flashbacks mostrando o que aconteceu no passado dos personagens, e conforme o enredo vai se revelando vão surgindo cada vez mais perguntas e que aparentemente vão ficar sem respostas.


Esse é Kill List, não dá pra falar muito a respeito sem estragar a experiência de assisti-lo, mas eu particularmente achei um filme muito bom, com um clima de mistério bem carregado, que não entrega tudo mastigadinho ao telespectador, uma obra com um clima bastante pessimista, nos remetendo a obras como Bebê de Rosemary e O Homem de Palha. Certamente merece uma (ou mais de uma) conferida!

Nota (0-10): 9
(certamente não é um filme que agradará a todos, mas aqueles que estiverem dispostos a adentrar os mistérios de Kill List, sem a preguiça de raciocinar um pouquinho, estarão diantes de um filmaço)

Trailer:



4 comentários:

  1. Eu gostei do filme, e compreendi as reviravoltas, mas acho q o diretor quis ir para o caminho mais difícil, se ele mantivesse a carnificina inicial acho q o resultado agradaria mais...

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    1. Ai vai a questão do gosto pessoal mesmo. Eu achei realmente bacana por conta das reviravoltas, porque carnificinas já temos muitos exemplares que no quesito violência seriam bem superiores a esse. Mas toda a sequência nas catacumbas e a luta contra o corcunda foram bastante fortes e dão aquele gosto amargo na boca que são poucos filmes que conseguem.

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  2. Achei a cena da perseguiçao do Gal e Jay no subterraneo da mansao assustadora O.O

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    1. Realmente a cena nas catacumbas é bastante tensa e assustadora, aquelas pessoas correndo em direção aos "heróis" naquele espaço reduzido e escuro teve um papel muito importante na minha nota final do filme.

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