5 de abr de 2012

Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London)


Título Original: An American Werewolf in London
País de Origem: Reino Unido / EUA
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento: 1981
Estúdio/Distrib.: Universal Home Video
Direção: John Landis 

Elenco: David Naughton (David Kessler), Griffin Dunne (Jack Goodman), Jenny Agutter (Enfermeira Alex Price), John Woodvine (Dr. J.S. Hirsch), Anne-Marie Davies (Enfermeira Susan Gallagher), Don McKillop (Inspetor Villiers), Paul Kember (Sargento McManus), Colin Fernandes (Benjamin) e Michele Brisigotti (Rachel Kessler). 

Sinopse: Dois jovens turistas americanos, David Kessler (David Naughton) e Jack (Griffin Dunne) partem numa excursão de 3 meses pela Europa. Ao passearem pela solitária zona rural da Inglaterra, cruzam com alguns habitantes locais que lhes dão alguns conselhos arrepiantes: Mantenham-se na estrada e afastem-se dos pântanos e cuidado com a lua. Os jovens embrenham-se na escuridão e ouvem um uivo aterrador proveniente do pântano, sem se darem conta de que estão sendo seguidos por uma fera mística, ávida por sangue. Os que são mortos por esta criatura se transformam em mortos-vivos, vagando pela terra para toda a eternidade, mas sorte diferente espera aqueles que escaparem com vida... 

Vai Lendo!



Não sei quanto vocês, mas adoro filmes de lobisomens. Sou muito mais lobisomens do que vampiros, que na maioria dos filmes não passam de um bando de frescos. Lobisomens são mais feios, animalescos, assustadores, sanguinários... Claro, não é em todos os filmes que estes seres são retratados dessa maneira, mas na maioria do filmes de terror, lobisomens são feras horríveis que causam um espanto geral nos frágeis humanos.

De todos os filmes sobre lobisomens que já assisti, Um Lobisomem Americano em Londres é o melhor. Não, não é querendo puxar saco porque ele é considerado um dos clássicos do terror e nem nada disso. O filme é realmente bom e o lobisomem simplesmente o melhor que já vi nos cinemas até hoje.


Os cenários são fascinantes e se encaixam perfeitamente na trama. O início, num pequeno vilarejo afastado na Inglaterra, com aquele clima horrível e sombrio ficou tão perfeito, tão assustador, que não incomodaria se a história toda se passasse apenas naquela região. Mas o filme vai muito além.

Honestamente, não me lembro de ter assistido na infância. Assistia muitos filmes de terror, mas acabei me esquecendo da maioria. Assisti Um Lobisomem Americano em Londres há alguns poucos anos, e apesar de ler sempre críticas muito positivas, me preparei para caso não gostasse do filme. É que algumas vezes o povo idolatra uns filmes que não acho grande coisa e menosprezam filmes que adoro. Vai saber, acabei me preparando para o pior.


Me preparei para o pior, mas acabei adorando o filme! Não só o início é ótimo, o filme todo é uma maravilha. A transformação que ocorre do personagem principal para lobisomem é lenta, ficando ainda mais interessante. Se ocorresse muito rápido, não explorando toda a personalidade e o emocional do jovem, acredito que perderia a graça. Tudo ocorre aos poucos, nos prendendo mais ainda na história.

Só não pense que terá uma longa pausa de sustos e terror por causa dessa demora para ele se transformar de fato na fera demoníaca. Muitas outras coisas ocorrem. Coisas bizarras e assustadoras, que só aumentam o interesse do espectador por toda a trama e não deixa o filme parado, sem terror, sem sustos e nada do tipo.


Sim, Um Lobisomem Americano em Londres tem uma pequena dose de humor. Mas como disse, pequena. Nada que desvie o filme do seu real propósito e nada que o transforme num terror comédia ao estilo Evil Dead II ou Braindead. O humor está na medida certa para não ofuscar o terror e nem tirar a seriedade da história toda.

Além de tudo, dos cenários, ótimas atuações e história interessante, podemos destacar obviamente a maquiagem. É perfeita. Rick Baker fez um trabalho magnífico, desenvolvendo monstros incrivelmente assustadores e realistas. Não é a toa que o filme ganhou o Oscar e o prêmio Saturn Award de melhor maquiagem em 1981. Destaque principal para a maquiagem do lobisomem, que é até hoje considerada a melhor.
 

A trilha sonora também é excelente. Até coloquei algumas músicas do filme na postagem sobre trilhas sonoras. O filme incia e encerra com duas versões de Blue Moon, por Bobby Vinton e The Marcels respectivamente.

Bom, tem muito o que falar desse filme, mas a postagem ficaria maior. O importante é saber que Um Lobisomem Americano em Londres é simplesmente ótimo, o melhor filme de lobisomem já feito até então. Não que não existam outros filmes bons, claro que existem. Porém considero esse o melhor.

Nota (0-10): 10  

Trailer


Curiosidades

- Os executivos da Universal Pictures queriam que Dan Aykroyd interpretasse David e John Belushi o personagem Jack. Foi o diretor John Landis quem vetou a presença de ambos;

- John Landis contratou David Naughton após vê-lo em um comercial de TV do Dr. Pepper;


- John Landis escreveu o roteiro de Um Lobisomem Americano em Londres quando trabalhava realizando tarefas gerais nas filmagens de Os Guerreiros Pilantras (1970);

- Apenas quatro americanos foram autorizados pelo governo britânico a trabalharem nas cenas rodadas em Londres: o diretor John Landis, o maquiador Rick Baker e os atores David Naughton e Griffin Dunne;

- O sindicato local dos atores questionou a escalação de Griffin Dunne no elenco, alegando que haviam vários jovens atores americanos residentes na Inglaterra que poderiam ser contratados para o papel. Foi apenas com a intervenção de John Landis, prometendo alterar o roteiro, que a autorização para que Dunne trabalhasse na Inglaterra foi liberada;

- O diretor John Landis e os atores Jenny Agutter, John Woodvine e David Schofield voltaram a trabalhar juntos em Burke and Hare (2010);

- Todas as canções do filme têm a palavra "moon" (lua, em inglês);

- John Landis tentou, sem sucesso, que outras três canções integrassem a trilha sonora de Um Lobisomem Americano em Londres. "Moonshadow" não teve sua inclusão autorizada por Cat Stevens, que resolveu que ela não mais seria incluída em filmes após sua conversão ao islamismo. Bob Dylan não autorizou que "Blue Moon" fosse usada em um filme de classificação R e "Blue Moon", de Elvis Presley, não pôde ser usada devido a questões legais;

- A cena em que o lobisomem corre por Piccadilly Circus foi rodada com a ajuda da policia, que interrompeu o tráfego normal e limitou o acesso do público ao local em que as gravações ocorreram. Foi a primeira vez desde The Jokers (1967) que um filme foi rodado em Piccadilly Circus. Na época o diretor Michael Winner liberou o uso de uma bomba de fumaça não autorizada, que fez com que ele e vários integrantes da equipe técnica fossem presos;

- Humphrey Bogart pode ser visto em dois cartazes, na casa de Alex. Há um de Casablanca (1942) na sala de estar e um do próprio Bogart, em preto e branco, na cozinha;

- O episódio do programa de TV O Show dos Muppets exibido durante o pesadelo de David existiu realmente, mas jamais foi exibido na TV americana;

- O diretor John Landis aparece em uma pequena ponta, já perto do final do filme, ao ser atingido por um carro e atirado contra um vidro em Piccadilly Circus;

- Ao término dos créditos finais há uma mensagem de congratulações ao casamento entre o príncipe Charles e a princesa Diana. Ela foi incluída porque, na cena em que David é preso, ele grita que o príncipe Charles é homossexual. A cena foi gravada meses antes do casamento entre Charles e Diana;

- O maquiador Rick Baker usou seu cachorro Bosko para definir o visual dos lobisomens;

- Como John Landis demorou a obter a autorização para rodar Um Lobisomem Americano em Londres, Rick Baker resolveu usar os estudos que já havia feito para criar o lobisomem em outro filme, The Howling (1981). Quando Landis obteve esta autorização, Baker deixou The Howling a cargo de seu protegido, Rob Bottin, e trabalhou apenas como consultor no filme. Esta situação gerou um sério desentendimento com Landis, que se considerou traído com a mudança de filme;

- Rick Baker foi o primeiro a ganhar o Oscar de melhor maquiagem, por este filme. A criação da categoria no Oscar foi em muito influenciada pelo sucesso da maquiagem em Um Lobisomem Americano em Londres;

- Para David Naughton, que desempenha o papel principal no filme, a experiência (da maquiagem) foi mais dura – não só porque foi necessário fazer moldes de todas as partes do seu corpo como também, muito mais tarde, foi submetido a horas e horas de maquiagem durante os muitos dias de filmagem;

- O cantor Michael Jackson ficou tão empolgado com Um Lobisomem Americano em Londres que fez questão que seu responsável fosse contratado para dirigir o videoclipe da canção "Thriller". Desta forma, John Landis, Rick Baker, Robert Paynter, Elmer Bernstein e Deborah Nadoolman foram contratados;

- Em 1997, a BBC Radio 1 transmitiu a história do filme como se fosse um drama de rádio, no Dia das Bruxas. Brian Glover, John Woodvine e Jenny Agutter reprisaram seus papéis na versão radiofônica;

- A seqüência da transformação demorou uma semana para ser filmada, envolvendo processos de maquiagem complicados e demorados e também regulagens tecnicamente complexas necessárias para realizar as diversas fases da transformação. Foi também necessário equipamento de vídeo para permitir à equipe de Rick Baker monitorizar os movimentos do seu complexo mecanismo;

 Para ver a trasnformação exatamente como é no filme, clique aqui. Melhor transformação ever!

- Em 2005, quando completou 21 anos, foi relançado nos cinemas da Austrália;

- Um Lobisomem Americano em Paris (1997) foi apenas inspirado no Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Não se trata de uma continuação e nem é do mesmo diretor (John Landis);

- Seu orçamento foi de US$ 10 milhões.

Fontes utilizadas nessa postagem: Adoro Cinema e Canibuk

4 comentários:

  1. O Filme Realmente é muito bom, vale a pena cada minutos. Efeitos sensacionais.

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  2. Concordo com TUDO o que você disse sobre os filmes de lobisomem no início do post. Inclusive, concordo que esse é o melhor filme de lobisomem já feito.
    Quanto à cena da transformação, ele ganhou o Oscar de Efeitos Especiais por causa dela, né? E o lobisomem já deveria ser mostrado de corpo inteiro naquela cena, mas o diretor achou melhor cortar.
    Teve um ponto em que a tradução brasileira falhou: traduziram a palavra ´moor` como ´pântano`, quando na verdade significa ´charneca` (uma charneca é aquele tipo de vale sombrio onde os 2 rapazes aparecem andando no início do filme). Aliás, a abertura do filme mostrando a imagem desolada das charnecas com Blue Moon tocando ao fundo passa um clima de melancolia tão grande que chega a emocionar, né?
    Também acho uma pena que o David Naughton nunca tenha conseguido um papel de mais destaque depois desse filme. É um grande ator, mas muito pouco reconhecido.

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  3. O melhor filme de lobisomens de todos os tempos. Acho que mesmo com toda tecnologia cinematográfica dos dias de hoje, esse clássico jamais será superado.

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  4. GRANDE CLÁSSICO!
    A CENA DO COMEÇO DO FILME COM A VERSÃO MELANCÓLICA DE "BLUE MOON" CANTADA POR BOBBY VINTON CANTOR DE "BLUE VELVET" (OUTRO MUSICÃO), A CENA DO BAR "CORDEIRO MASSACRADO", O ATAQUE DO LOBISOMEM A JACK, AS APARIÇÕES DE JACK APÓS TER MORRIDO, A DO METRÔ ENTRE OUTRAS MARCARAM. EU NA ÉPOCA NÃO PODIA DORMIR VENDO O QUADRO DO MICKEY QUE TINHA EM MEU QUARTO, POIS, LEMBRAVA DO BONEQUINHO DO MICKEY QUE O JACK PEGAVA E IRONIZAVA EM SUAS APARIÇÕES. QUANTA SAUDADE DAQUELE TEMPO!

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