11 de abr de 2012

Mortos que Matam (The Last Man on Earth)

Título no Brasil: Mortos que Matam
Título Original: The Last Man on Eath
País de Origem: EUA/Itália
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 86 min.
Ano de Lançamento: 1964
Estúdio/Distrib.: American International Pictures 
Direção: Ubaldo Ragona 

Elenco: Vincent Price (Dr. Robert Morgan); Franca Bettoia (Ruth Collins); Emma Danieli (Virginia Morgan); Giacomo Rossi-Stuart (Ben Cortman); Umberto Raho (Dr. Mercer); Christi Courtland (Kathy Morgan); Antonio Corevi (Governador); Ettore Ribotta (TV Repórter). [+]

Sinopse: Robert Morgan sobrevive a uma praga global que se defende dos humanos doentes, que temem a luz e se alimentam de sangue, chamando seu nome durante a noite. Ele, imune à doença, tenta desesperadamente encontrar uma cura que possa salvar outros possíveis sobreviventes.

Vai Lendo!

Nesse incrível filme de 1964, Vincent Price é o último ser humano que restou após uma epidemia que transformou todas as pessoas em um tipo de “vampiro”. Mortos que Matam é a primeira adaptação do livro Eu Sou a Lenda, que viria a ser protagonizada por Will Smith em 2007 no terceiro projeto de filmagem da história. Entres os dois títulos há A Última Esperança da Terra (1971), que também traz a história do livro às telas. Mortos que Matam é trash, mas não aqueles trashes extravagantes, o filme é bem simples e humilde, Price apaga o restante do pequeno elenco não transformado que aparecem em flashbacks e em outros momentos oportunos.

Forever Alone? Acho que não.
Nesse filme o termo vampiro não é exatamente o mais apropriado, porém aparece na trama. O termo mais adequado é “infectados” mesmo, pois as criaturas são uma mistura de vampiros e zombies, apresentando características de ambos, entretanto o fator máximo que qualifica o termo é a presença de um agente biológico responsável pela mudança. Nesse ponto o filme de Will Smith chega mais perto do correto. O filme é originalmente em preto e branco, e creio que seja possível encontrar versões colorizadas, mas acho que assisti-lo em P&B é mais interessante e nostálgico, assim como charmoso, pois em um filme apocalíptico como esse pouco importa a cor da camisa do protagonista, correto?

Infectados? Zombies? Vampiros? Estando mortos, está tudo bem.
A história apresenta uma reviravolta muito bem pensada, o que nos faz refletir algo como: “Em um mundo governado por infectados, não seria o último ser humano a aberração?” Esse tipo de reflexão foi muito bem abordado, e por isso estou mencionando-a para vocês antes mesmo de quem se interessou assistir. Além dos infectados em grande número, o personagem de Price tem que enfrentar ainda os fantasmas de seu passado e contra a loucura. O final foge dos padrões otimistas obrigatórios para a época, e esse não seria o último filme em que Price teria um destino semelhante.

Parabéns, conseguiram driblar o Código Hays.
O filme tem os característicos pontos fracos dos trashes da época, entretanto continuo a recomendá-lo, pois sua dinâmica é envolvente e provocante com os monólogos de Price para o espectador. Sei que naturalmente sou suspeito para falar sobre qualquer filme que o Vincent tenha estrelado, pois sou um fã assumido do ator, porém 99,99% os filmes em que trabalhou não decepcionam, e Mortos que Matam não está incluso no 0,01% restantes. Fica uma boa recomendação para quem procura um filme de terror retro e bom, realmente é interessante assisti-lo.

Nota (0-10): 8,5

Trailer

2 comentários:

  1. Já tive a oportunidade de assistir o "Eu sou a lenda" com Will Smith e desde então sempre quis ver esse mais antigo em preto e branco. Acho q vou me animar agora a procura-lo. ;)

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  2. Nesta versão, explica-se o termo "Eu sou a Lenda" melhor do que a que leva em seu título, pois com Will Smith, não dá esse entender, nem explicação. Porque ele é uma lenda?
    Também sou suspeita para falar de um filme com Vincent Price, ele era magnífico. Mas se o remake tivesse sido mais próximo desta versão teria sido bem melhor.

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