23 de abr de 2012

Marca da Vingança (Heartless)

Título no Brasil: Marca da Vingança
Título Original: Heartless
País de Origem: Reino Unido
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 114 min. 
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Lionsgate
Direção: Philip Ridley 

Elenco: Jim Sturgess (Jamie Morgan); Noel Clarke (A.J.); Clémence Poésy (Tia); Eddie Marsan (Homem das Armas); Joseph Mawle (Papa B); Ruth Sheen (Marion Morgan); Timothy Spall (George Morgan); Luke Treadaway (Lee Morgan); Fraser Ayres (Vinnie); Nikita Mistry (Belle); Ross McCart (Jamie jovem). [+]

Sinopse: Jamie Morgan teve sua vida marcada por uma marca de nascença, no formato de coração em seu rosto. Ele vive em um mundo urbano dominado por uma cultura de gangues aterrorizantes, cuja violência é aleatória. Jamie se convenceu de que o mundo é sem sentido e feio. Mas, então, Jamie encontra alguém que lhe diz a verdade. A violência não é aleatória. Está longe de ser caótica. Há uma razão para tudo. Quando Jamie aceita isto, o mundo se revela como uma coisa de grande beleza... E é aí que começa seu verdadeiro pesadelo.

Vai Lendo!

Com um título traduzido erroneamente, Heartless é um suspense repleto de simbologia, visual macabro e horripilante, personagens problemáticos e um enredo ambíguo, o que o faz lembrar Donnie Darko em alguns pontos altos da trama. A violência é um dos centros em que a trama se desenvolve, confesso que não é uma das películas mais inteligentes que já assisti, mas pelo menos possui um bom conteúdo a ser analisado. Heartless não é o típico filme que agrada a maioria dos espectadores, principalmente pelo fato de aparentar ser um terror de primeira e no fim se tratar de um suspense mesmo, entretanto creio que é possível apreciar esse longa se quem o fizer estiver com a mente aberta para algo um pouco mais alternativo.

“A beleza é o princípio do terror.” - Rilke
O filme não é muito complicado de se acompanhar, tem uma dinâmica interessante e até envolvente, porém é necessário um pouco de atenção aos detalhes. Heartless não é muito sutil, o que não significa que não tenha seus mistérios a serem codificados. É uma trama mais reflexiva e provocativa, sabendo o limite para não se tornar desnecessariamente apelativo, proporcionando algumas interpretações interessantes sobre a história. O desfecho é emotivo, o que pode não agradar determinadas pessoas, porém não deixa de ser razoável ou até conveniente, visto tudo que o personagem Jamie vivenciou nessa película em que a sanidade e a confiabilidade do ponto de vista do protagonista são duvidosas.

Óun, ele tem um coração no rosto.
O elenco não decepciona, mas também não chega a ser o ponto mais forte da película. Temos nomes famosos, como Timothy Spall (o Rabicho da saga Harry Potter) e Jim Sturgess (de Quebrando a Banca), o que proporciona certa estabilidade e credibilidade ao elenco escalado. A trilha sonora é espetacular, proporcionando um ambiente compatível com o esperado para uma trama como esta. Os efeitos especiais são bons, por outro lado, os efeitos visuais poderiam ter recebido um pouquinho mais de investimento, entretanto não prejudicam tanto o título a ponto de desvalorizá-lo, portanto, não deixam de serem razoáveis. Em suma, o desempenho técnico da obra é competente, pois deixa bem pouco a desejar e não ofusca o roteiro.

Violência está presente.
Heartless tem vários pontos interessantes, entretanto não é aquele tipo de filme que se assiste repetidas vezes. Sua trama é bacana, os eventos são bem interligados, e pelo fato de permitir interpretações diversas, e deixar o desfecho em aberto e ambíguo, impressionam, apesar de não atingir o mesmo nível que Donnie Darko. O filme tem sim seus defeitos, porém acredito que não seja nada que comprometa tanto, pois este longa é diferente do convencional mesmo com a aparição de alguns clichês. Recomendo Heartless porque gostei da proposta e de como foi trabalhado, sem contar que aprecio o cinema europeu, em especial o britânico, porém minha recomendação é em base imparcial, então assistam se possível.

Nota (0-10): 8

Trailer

Um comentário:

  1. Muito bom, fazia tempo que não via algo tão inteligente e angustiante nos últimos anos.

    Recomendo demais!

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