24 de fev de 2012

Dead Snow (Død Snø)

Título: Dead Snow 
Título Original em Norueguês: Død Snø
País de Origem: Noruega
Gênero: Terror/Comédia 
Tempo de Duração: 90 min
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Euforia Film
Direção: Tommy Wirkola 

Elenco: Charlotte Frogner (Hanna); Ørjan Gamst (Standartenführer Herzog); Vegar Hoel (Martin); Jeppe Laursen (Erlend); Evy Kasseth Røsten (Liv); Jenny Skavlan (Chris); Bjørn Sundquist (The Wanderer); Ane Dahl Torp (Sara); Lasse Valdal (Vegard); Jerid Myers (Ronald); Stig Frode Henriksen (Roy). [+]

Sinopse: O filme narra a odisseia de um grupo de amigos numa cabana que fica isolada pela floresta e pela neve. Eles encontram um velho que conta uma história de horror sobre a ocupação nazista na Segunda Guerra, e ao encontrar um baú cheio de medalhas de oficiais alemães eles, inadvertidamente, erguem um exército de zombies nazistas que querem as suas relíquias de volta.

Vai Lendo!

Dead Snow é um terrir norueguês repleto de referências a filmes de terror (como Fome Animal e The Evil Dead), humor negro e gore, afinal, o que esperar de um filme com zombies nazistas? Apesar de uma proposta criativa e interessante, esse longa não é o que se chama de espetacular. Digamos que ele cumpre a sua proposta de entretenimento decentemente, as atuações não é o ponto mais forte, mas divertem nos momentos certos, satirizando os clichês do gênero “mortos vivos” e “teen movies” típicos do cinema americano. Nesses últimos anos o terror europeu tem impressionado bastantes, manifestando-se melhor do que muitas produções estadunidenses lançadas no mesmo período.


Zumbis nazistas? Sério?!
Esse não é o melhor filme sobre zumbis, nem o melhor sobre nazistas, entretanto duvido que haja outro título que aborde fascistas alemães mortos vivos. O enredo não é elaborado, aliás, é absurdamente simples, completando a sua carência de história com mortes e desmembramentos repletos de sangue. Apesar da trama limitada, a maquiagem é surpreendente, mostrando um outro tipo de decomposição além da tradicional, afinal, as baixas temperaturas auxiliam na conservação do corpo. A ambientação é bem típica, como já disse, Dead Snow faz referências a outros títulos, então a “velha cabana afastada e sem contato com a civilização” renderá boas comparações.


Certas coisas não devem ser tocadas.
Apesar dos defeitos, não é possível considerá-lo ruim, pois os efeitos são bons, e a trilha sonora é espetacular. O filme começa com uma perseguição dentro de uma floresta escura ao som de In the Hall of Mountain King, clássico de Edvard Gried (é, o DiMarte também houve música clássica), que é incrivelmente cômica. Não há um equilíbrio entre terror e comédia, ocasionando em algumas sequências sem graça e outras menos assustadoras do que o ideal. Dead Snow é exagerado, resumidamente, pois tudo é supervalorizado, valendo para reações, mortes e babaquices dos protagonistas, tudo ocasionado pela presença constante do humor mesmo nos momentos mais sutis e até desnecessários.


Sangue, muito sangue.
Dead Snow desperta curiosidade, tem uma boa dinâmica e sabe prender o espectador, entretanto, não faz o tipo de filme que se assiste várias vezes. Considero-o razoavelmente recomendado mesmo sabendo das limitações e defeitos da obra, pois esse filme norueguês é bem singular e chamativo, definitivamente criativo. Creio que o longa deve agradar uma boa parte dos fãs do gênero terror e terrir, ou pelo menos ser satisfatório, afinal chega a ser bizarro o suficiente para ser quase inesquecível. Se você não gosta de nazista, e adora ver zombies sendo exterminados, não perca mais seu tempo e vá correndo ver Dead Snow, que não irá se arrepender.

Nota (0-10): 7,5

Trailer

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