3 de mai de 2011

O Homem-Coisa: A Natureza do Medo (Man-Thing)


Título no Brasil: O Homem-Coisa: A Natureza do Medo
Título Original: Man-Thing
País de Origem: EUA
Gênero: Terror/Ação
Tempo de Duração: 92 min.
Ano de Lançamento: 2005
Estúdio/Distrib.: Lions Gate Films
Direção: Brett Leonard
Elenco:
Matthew Le Nevez (Xerife Kyle Williams); Rachael Taylor (Teri Elizabeth Richards); Jack Thompson (Frederic Schist); Rawiri Paratene (Pete Horn);Alex O'Loughlin (Sub-xerife Eric Fraser); Steve Bastoni (Rene LaRoque); Robert Mammone (Mike Ploog); Pat Thompson (Jake Schist); William Zappa (Steve Gerber). [+]

Sinopse: Kyle Williams (Matthew Le Nevez) pensava que ocupando o novo lugar de Xerife na pacata cidade de Bywater alcançaria o descanso que andava a precisar. Mas, afinal, a cidade de pacata tem muito pouco. Quando investiga uma série de assassínios hediondos, Kyle descobre que os habitantes locais escondem um segredo aterrador. Indeciso entre em quem e no quê acreditar, as únicas respostas credíveis que recebe são da jovem professora Teri (Rachael Taylor). Juntos embarcam em busca da verdade que se revela assustadora.
Vai Lendo! 
Apesar de ser mais um filme “lançado para a televisão”, O Homem-Coisa é fascinante, principalmente por se tratar de um anti-herói das HQs da Marvel. É incomum que personagens “secundários” dos universos de qualquer grande empresa de gibi ganhar uma proposta para ser adaptada em um filme. Mesmo com os efeitos especiais não muito surpreendentes, O Homem-Coisa conta com uma boa ambientação e iluminação, entretanto a história do filme é previsível, e algumas atuações são razoáveis.


Homem-Coisa, o ambientalista mais radical que existe.
 
Outro fato que torna esse filme intrigante é a mensagem ecológica do filme, meio que no estilo “ou você cuida da natureza, ou ela desperta um monstro pantanoso enorme para te matar com árvores crescendo nas suas tripas”. Há uma tentativa de tornar o filme mais investigativo, mas quando o assassino é uma mistura de Jason, Capitão Planeta e restos de salada, não tem como elaborar uma grande trama.

"Qual a diferença entre a mulher, o poste e o bambu?"

Este filme também aborda críticas aos métodos de exploração de petróleo pelas empresas do ramo, menosprezando a população local e se pondo acima da lei. O Pobre do Xerife Williams entra no meio dessa jogada para descobrir quem é o responsável pelos assassinatos bizarros e pelas sabotagens. As suspeitas caem sobre o índio que mora no interior do pântano, mas quando nosso homem da lei, com a ajuda da professorinha, vai se aproximando da verdade, as coisas começam a complicar. Não dá para falar muito do filme sem fazer algum spoiler, como já disse anteriormente, o filme é previsível.

Banho de pantano faz bem para a pele.
O filme foge um pouco da história contada nas HQs, onde o Homem-Coisa é um cientista que injeta nele mesmo um soro experimental para que não caia nas mãos erradas, entretanto, ele acaba morrendo e jogado em um pântano. A adaptação foi boa, mas o roteiro podia ter sido mais bem explorado, evitando, assim, certos questionamentos sobre o filme ser de terror ou de ação (sendo, na verdade, uma tentativa de misturar ambos os gêneros). Alguns fãs de quadrinhos consideram essa adaptação horrível, a mesma opinião é dada por alguns fãs de filmes de terror, mas quem menospreza 100% esse filme, provavelmente não entendeu a sua proposta. Não é um filme de dar medo (apesar de conseguir causar alguns sustinhos), nem um filme clichê de heróis bonzinhos com capas vermelhas, O Homem-Coisa (no meu ponto de visto) é um filme experimental, portanto não foi feito para agradar um público vasto, mas sim um público mais específico.

Nota (0-10): 6 (como foi um filme feito para a televisão, não teve grandes orçamentos, mas não deixa de ser um filme interessante de se assistir).

Trailer
      

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