31 de jan de 2011

Warlock 2 - O Armagedon (Walorck: The Armaggedon)

Título Original: Warlock: The Armageddon
País de Origem: EUA
Duração: 98 min
Direção: Anthony Hickox
Roteiro: David Twohy, Kevin Rock e Sam Bernard

Sinopse: A cada 600 anos um eclipse total acontece, nesse período as trevas obscurecem o poder de Deus e o Demônio tem a oportunidade de enviar seu filho à Terra para libertá-lo de seu cárcere no inferno. Para libertar o pai, o filho do Demônio precisa coletar seis pedras mágicas que funcionam como chaves da porta do inferno.
No passado o nascimento do filho foi impedido pelos Druidas, porém as pedras mágicas se perderam.
Nos tempos atuais o eclipse novamente se aproxima, e o Warlock, o filho do Demônio finalmente conseguiu nascer, e agora segue em uma violenta jornada em busca das pedras mágicas.
Enquanto isso Will Travis, um dos últimos remanescentes dos Druidas interpreta os sinais da chegada do Armageddon, ele tem pouco tempo e precisa treinar seu filho Kenny, para que este possa destruir o Warlock de uma vez por todas.

Elenco: Julian Sands (Warlock), Chris Young (Kenny Travis), Paula Marshall (Samantha Ellison), Steve Kahan (Will Travis), R.G. Armstrong (Franks), Bruce Glover (Ted Ellison) [+]

Vai Lendo!


No ano passado resenhei aqui no VA um filme o qual eu gosto bastante chamado Warlock: O Demônio (clique aqui para ler a resenha). Como recentemente revi a "continuação" Warlock 2: O Armageddon, achei conveniente escrever sobre este também.

Durante a exibição dos créditos iniciais, somos apresentados ao um grupo de Druidas que tentam impedir o nascimento do filho do Demônio por uma mulher possuída. Com o uso de seis pedras mágicas eles obtêm sucesso, porém ao termino do ritual, cavaleiros armados surgem e atacam os Druidas e as pedras mágicas acabam se separando uma das outras.

O filme tem início nos dias atuais, onde somos apresentados a Kenny, um rapaz que tem o sonho de trabalhar e fazer faculdade na cidade de San Francisco, deixando para traz sua bucólica cidadezinha rural. Ele ainda pretende levar junto consigo sua namorada Sam, embora a moça não esteja muito animada com a idéia.

As seis pedras mágicas reunidas (sim eu sei que só tem cinco, a sexta está fora de cena no pescoço da moça)

Porém mais uma vez o eclipse se aproxima e Will, que além de ser pai de Kenny é também um Druida, passa a interpretar os sinais indicados pela natureza, e tudo indica que o filho do Demônio está prestes a nascer novamente. E como o atual grupo dos Druidas é bem pequeno e eles estão em posse de apenas duas das seis pedras, não podem fazer nada para impedir que o filho do Demônio nasça, só resta então a Will que treine seu filho Kenny, para que este possa proteger as duas pedras restantes e derrotar o Warlock.

Do outro lado dos Estados Unidos, finalmente nasce o Warlock (em uma cena pra lá de bizarra e sangrenta), ele agora cruza o país em busca das pedras restantes em uma jornada bastante sanguinária (com direito até a atropelar um coelhinho indefeso). Restam apenas sete dias para a chegada do eclipse, e os Druidas restantes precisam a todo custo deixar Kenny pronto para a batalha final.

O filho do Demônio se prepara para vir ao mundo.

Opinião pessoal sobre Warlock 2: O Armagedon

A despeito do título, Warlock 2 não é uma continuação direta do primeiro filme, apesar de ter Julian Sands reprisando o papel do feiticeiro, nada indica que o personagem seja o mesmo do filme anterior. Ou seja, se não assistiu Warlock: O Demônio, nada impede que assista o Armagedon.

Você confiaria o destino do mundo a esse cara?

Embora eu goste deste filme, para mim ele não é tão bom quanto o primeiro, começando pelo roteiro que apresenta o clichê do herói fracote, que tem que lidar com um adversário várias vezes mais forte, ainda contando com o maniqueísmo extremo (e até um pouco infantil) do bem versus o mal absoluto, coisa que no primeiro filme era um pouco mais ameno: Redfern era um personagem que caçava o Warlock por ele ter matado sua esposa previamente, e Kassandra só ajudava por ser vítima de uma maldição que poria fim a sua vida, o próprio Warlock negociava com o Demônio em determinado momento quais seriam suas vantagens para recuperar o Gran Grimoire. Já em Warlock 2 nada disso acontece, os Druidas são os defensores da humanidade e o Warlock o algoz, simples assim.

Banho de sangue.

O treinamento de Kenny para se tornar um Druida guerreiro também é algo meio bobinho, o rapaz só aprende a ficar levitando objetos (bem no estilo cavaleiro Jedi) e ouvir o que as árvores tem a dizer, muito pouco para enfrentar um sujeito que pode voar, escravizar um cadáver para servi-lo, transmutar o corpo de outros seres-humanos, atravessar dimensões, etc. Sem contar ainda a forma utilizada para que os heróis derrotem a ameaça no final, que foi também um tanto quanto simplista (apesar que no primeiro filme também foi).

O Warlock consegue disparar tiros sem usar armas de fogo!

Mas como eu disse anteriormente eu gosto sim desse filme, para começar o diretor Anthony Hickox (que já havia realizado o sangrento e chato Hellraiser 3 anteriormente) fez um filme três vezes mais sangrento que o anterior (citando novamente a cena do nascimento), ainda trazendo efeitos especiais razoáveis (meio toscos para o padrão de hoje claro), inclusive fazendo uso de CGI em uma época onde isso era um tanto quanto incomum (pena que de uns tempos para cá o efeito já virou palhaçada, sendo inclusive usado para substituir sangue).

O vilão torturando o herói.

O diretor ainda trouxe uns rostos um pouco mais conhecidos para o elenco como Steve Kahan (o chefe de polícia na série de filmes Máquina Mortífera), R.G. Armstrong (aquele senhor idoso que sempre vemos nos filmes mas nunca soubemos o nome), Bruce Glover (007 – Os Diamantes São Eternos), Paula Marshall (Hellraiser 3) e o retorno de Julian Sands, que está atuando bem melhor neste filme do que no anterior.
Não que sejam atores conhecidíssimos do grande público, mas ao assistir o filme já se tem uma certa familiaridade.

Apesar do roteiro meio bobinho, Warlock 2 funciona bem como uma aventura sobrenatural (e descompromissada) com toques de terror (mais que no seu antecessor), eu considero um filme bastante divertido e sempre topo uma reprise.

Um pouquinho de "fan-service" com as pernocas de Paula Marshall.

Nota: 7,5 (não é tão legal quanto o primeiro filme, mas ainda assim o resultado final é uma  aventura sobrenatural bastante sangrenta e divertida)

Trailer:

That's All Folks!

9 comentários:

  1. Gosto muito desse filme, esse é o meu preferido dos 3 Warlocks.

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  2. @Adailton
    Ai é questão de gosto mesmo, eu já acho ele mais fraco que o primeiro por causa do roteiro. Mas é um filme legal mesmo.

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  3. AMEI o blog, AMO filmes de terror!! Parabéns!!! =]

    Pena que descobri só 2 anos depois, acessarei sempre com certeza!!!

    beijos

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  4. @Deby Andrade
    Antes tarde do que nunca não é?
    Tem os arquivos pra correr atrás do tempo perdido, tem muita coisa legal lá hehehe.

    Obrigado pela visita e volte sempre.

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  5. Tipo é uma continuação direta sim, mas feita de maneira onde pode se ver se ter assistido primeiro. Para ter certeza disso, basta lembrar q no primeiro ele tem um dialogo com o demonio, onde o proprio promete q se o Warlock o service bem ele voltaria como seu filho em uma nova encarnação, coisa q acontece no segundo.
    Teu blog é top ta de parabens

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  6. @Anonimo,

    Nesse aspecto você está correto mesmo, mas pensando por outro lado, no primeiro filme o Warlock no final consegue reunir o Gran Grimoire e descobre o nome de Deus. Se ele sabe o nome de Deus, não seria bem mais fácil logo que ele nasce apenas pronunciar ao contrário e pronto, tudo terminava sem nem os "heróis" do filme nem saberem o que aconteceu? hehehe

    Mas enfim continuação direta ou não, os dois filmes são legais e divertidos, e o melhor de tudo podem ser assistidos independente de continuação ou não.

    Na verdade o blog não é meu, eu apenas colaboro, mas mesmo assim obrigado pelo top.
    Abração amigo.

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  7. Li a resenha do primeiro e depois desse outro. Não tem nada haver mesmo a história dos dois, mas pelo o que vc escreveu, o primeiro parece ser muito melhor.

    Achei interessante, mesmo não sendo terrorzão. Já esse aí parece ter muitos clichês... toda essa história de "filho do demônio" já está bem desgastada, ainda mais atualmente. A Profecia me parece ser o único filme que abordou o assunto da melhor maneira.

    E o Warlock III... deve ser o mais tosco de todos?

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  8. @Ninne

    Warlock 3 descamba mais pro terror mesmo, não tem esse lance de aventura. Eu preciso rever porque fazem muitos anos que vi, e só assisti uma vez. Mas lembro que na época eu não gostei. De interessante só a presença da Ashley Laurence (protagonista de Hellraiser), já que o Julian Sands (que apesar de não ser um bom ator é carismático) não reprisa o papel de Warlock dando lugar ao sem graça do Bruce Payne.
    Vamos ver se pinta uma futura resenha, se eu tiver saco pra assistir de novo.

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  9. O pois é, o lance de holywood eles lembra apenas o que querem para fazer o plot do filme seguinte. no Worlock "esquecem" o nome de deus.
    agora o III eu ignoro a existencia é uma vergonha mesmo tendo a eterna Kirst do Hellraiser Ashley Lawrence o filme é uma vergonha alheia só.

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