19 de jul de 2010

Dabbe

Título Original: Dabbe
País de Origem: Turquia
Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Direção e roteiro: Hasan Karacadag

Elenco: Ebru Aykaç (Hande), Serdar Özer (Cem), Serhat Yigit (Tarik), Süha To (Haluk), Fulya Candemir (Sema), Ümit Acar (Süleyman), Murat Sevis (Ziya)[+]

Sinopse:
Três jovens, as moças Hande e Sema e o rapaz Cem, investigam o misterioso suicídio do amigo em comum Tarik. A polícia local se interessa pelo caso e o detetive de homicídios Süleyman é designado. Conforme os jovens e o policial se aprofundam na investigação, aos poucos vão sendo vítimas de visões horrendas e sendo importunados por ligações telefônicas e e-mails misteriosos do remetente "388@0".
Enquanto isso ao redor do mundo, mais e mais suicídios inexplicáveis vem acontecendo, todos aparentemente ligados ao uso da Internet.


Vai Lendo!





-Olhem crianças, o titio João do caminhão está de volta e trouxe para vocês um filme que tem na capa uma pessoa com a pele toda negra fazendo uma careta de terror bem assustadora...
-Obaaaaaaaaaa!!!!
-...e o diretor do filme é o Hasan Karacadag, o mesmo reponsável pelo filme Semum.
-Ah nãoooo!!!


Pois é amigos do Vai Assistindo, depois de um mês afastado por motivos de preguiça força maior, porém antes que eu fosse demitido do meu cargo de colaborador do VA, estou de volta e trazendo uma resenha de mais um filme turco do diretor Hasan Karacadag: Dabbe.


Pode parecer forçação de barra aquele dialogozinho ali no início da postagem, mas foi exatamente assim que eu me senti após investigar quem eram as pessoas responsáveis pelo filme que demorou umas três horas e meia para ser baixado (eu sei eu deveria ter investigado antes de baixar). Minha decepção com o filme Semum de Hasan Karacadag (escrevi sobre ele aqui) havia sido tamanha que demorei uma eternidade para criar coragem para assistir seu primeiro filme que estava lá esquecido nos "canfundós" de meu HD, este Dabbe sobre o qual falarei agora.


Dabbe inicia com os amigos Hande, Sema e Cem preocupados com Tarik, que após o término de namoro com Sema se isolou em casa, passa o tempo todo na frente do computador, não fala mais com os amigos e não atende mais o telefone.
A mocinha Hande decide fazer uma visita a Tarik, mas o rapaz não a atende, ela decide chamar um chaveiro para michar a porta e entrar mesmo assim.





Ao entrar na casa, ela observa que todas as paredes estão cobertas com jornais e fita adesiva preta (uma clara "inspiração" de Pulse/Kairo), Tarik nesse meio tempo aparece e apresenta um comportamento bem estranho, falando pouco e ignorando as perguntas de Hande, ela pergunta se pode pegar de volta a câmera que havia emprestado. Ele responde que sim e sobe as escadas sumindo de vista.
Enquanto se prepara para ir embora Hande ouve Tarik gritar "Acorde!" e segue atrás de Tarik, ela encontra o mesmo com uma enorme faca de cozinha atravessada no pescoço. Tariki havia se suicidado.


A polícia local passa a investigar o caso, e o encarregado é o detive Süleyman. Hande, Sema e Cem também passam a debater sobre o estranho suicídio do amigo. Conforme as investigações avançam, um a um deles serão tragados em uma trama sobrenatural.
O primeiro deles é Cem, que passa a receber estranhos telefonemas e um e-mail com a foto de Tarik com os braços abertos dentro de um túnel escuro, sendo rementente o misterioso endereço "388@0".





Bem, o que dizer sobre Dabbe?
Segundo algumas pesquisas que fiz o título Dabbe provém da expressão árabe "dabbe tul arz", que quer dizer "aquele que anda sobre a terra". Segundo algumas interpretações do Corão (livro sagrado muçulmano), Dabbe seria uma espécie de entidade que viria a Terra no Dia do Juízo Final, seria alguém para transmitir uma mensagem aos homens, de quem ira ou não ascender aos céus.


Particularmente eu estava esperando muito pouco de Dabbe, no entanto a primeira metade do filme me surpreendeu um pouco. Apesar das atuações ruins do elenco, e de em muitos momentos o filme abusar de sua "inspiração" em Pulse/Kairo, Dabbe conseguiu por alguns momentos prender minha atenção e até causar alguns momentos de tensão.
Achei muito boa a iniciativa do diretor de transformar crenças da cultura árabe em filmes de terror, e o filme ainda tem uma quantidade grande de personagens, sendo que o detetive Süleyman tem até uma subtrama que mostra seu passado e do suicídio de sua esposa, algo bem positivo e que enriqueceu o enredo.





Porém na segunda metade do filme o argumento de Hasan Karacadag "desanda ladeira abaixo", e aí não tem mais volta. É meio estranho que no início do filme os tais Jinns que são citados no filme necessitem de aparelhos eletrônicos e internet para atacar as pessoas, e repentinamente eles passam a perseguir os personagens e aparecer do nada sem explicação nenhuma, é algo que não faz sentido algum para mim.
Outra coisa que me causou desagrado foi em Hasan Karacadag pensar que colocar alguém gritando o tempo todo fosse algo assustador. Mas não é assustador e sim chato.


A "cereja do bolo" ficou mesmo por conta dos péssimos efeitos especiais digitais que da metade para o final entraram em abundância no filme, pecado que o diretor cometeu posteriormente (e em dobro) em Semum. Fico me perguntando o porque dele optar em gastar dinheiro de um orçamento já apertado com efeitos especiais ao invés de investir melhor no enredo do filme e na atuação do elenco.





Nota: 5 (Dabbe não é de um todo mal e na minha opinião se saiu bem melhor que seu irmão mais novo Semum, tem até alguns bons momentos. Mas o diretor não soube como finalizar seu filme e se perdeu com seus efeitos especiais bobos. Se fosse melhor lapidado poderia ter sido um bom filme)


Trailer:






Pois é meus amigos ficamos por aqui, até a próxima e um bom início de semana a todos!

2 comentários:

  1. Estou esperando uma crítica sobre os filmes do Zé do Caixão.
    Assisti a trilogia e achei incrível.

    ResponderExcluir
  2. @Salem
    Pode aguardar que logo vai sair, faz tempo que eu to querendo e me prometendo escrever sobre o Zé do Caixão.

    ResponderExcluir

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